"Quando eles apelam para baixarias, nós apelamos para a nobreza" é um mantra democrata. Mas só funciona se as pessoas acreditarem que os progressistas têm credibilidade para ostentar uma moral elevada. Americanos em número suficiente não acreditam. Para os eleitores da geração Z, essa sinalização de virtude vem diretamente do manual egoísta dos chamados "boomers".
Os jovens não têm mais probabilidade de respeitar os apelos éticos dos democratas do que de começar a jogar "bridge", um jogo de cartas. Tentar compreender a política volátil dos Estados Unidos é inútil sem se envolver com o profundo ceticismo de seus jovens.
Entre os democratas mais jovens e conhecidos, dois — Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, e a congressista nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez— autodenominam-se socialistas. Um terceiro, James Talarico, candidato democrata ao Senado, descreve-se como um progressista cristão. Mas ele está concorrendo no Texas, então é tratado como socialista de qualquer forma.
Mais de um terço dos americanos com menos de 30 anos têm uma visão favorável do comunismo, segundo uma pesquisa do Cato do ano passado. Quase dois terços veem o socialismo com bons olhos.
É fácil descartar isso como o típico equívoco juvenil. A geração Z é frequentemente rotulada como avessa ao trabalho, mimada, sem ambição e ignorante. Mas não há nada em sua política que seja tão inspirado por drogas quanto o radicalismo do final dos anos 1960 de seus avós. Não é coisa de hippie desejar moradia acessível ou temer o impacto da IA em seu potencial de ganhos. Nem é stalinismo querer um seguro de saúde universal.









