Roxana Guzmán foi levada por homens armados em Veracruz; organizações de defesa da liberdade de imprensa cobram respostas das autoridades A jornalista Roxana Guzmán Ramírez, sequestrada no México — Foto: Reprodução / Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 18:19 Sequestro de jornalista em Veracruz mobiliza defesa da imprensa Autoridades mexicanas investigam o sequestro da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, levada por homens armados em Veracruz. O caso mobilizou entidades de defesa de liberdade de imprensa, exigindo respostas rápidas. Roxana, diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, já havia solicitado proteção após sofrer assédio. A Procuradoria de Veracruz abriu investigação e busca localizar a jornalista. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As autoridades do estado de Veracruz, no México, investigam o sequestro da jornalista Roxana Guzmán Ramírez, na última terça-feira (2), e realizam buscas para localizar seu paradeiro. O caso mobilizou entidades de defesa da liberdade de expressão, que exigem uma resposta rápida das forças de segurança e o esclarecimento do desaparecimento. Segundo o jornal mexicano El Universal, Roxana foi levada por homens armados que invadiram sua residência no município de Nanchital. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que os criminosos entram no imóvel antes de retirar a jornalista à força. Diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, Roxana é conhecida pela cobertura de temas de interesse local na região de Veracruz. O veículo publica informações sobre segurança pública, meio ambiente, cultura, esportes, denúncias da população e casos de pessoas desaparecidas. A página mantida pela jornalista reúne cerca de 21 mil seguidores no Facebook. O desaparecimento gerou reações de organizações ligadas à proteção de jornalistas. Entidades como a Artigo 19, a Aliança de Meios MX e a Associação Mexicana de Jornalistas Deslocados e Agredidos manifestaram preocupação com o caso e cobraram das autoridades mexicanas ações para encontrar a profissional. De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, Roxana já havia solicitado proteção à Comissão Estadual de Atenção e Proteção aos Jornalistas de Veracruz após denunciar suposto assédio por parte de um funcionário público da região. A jornalista também enfrentou episódios de violência anteriormente. Em 2017, seu companheiro, Carlos Fernández Escalante, foi assassinado. Após o crime, ela deixou Veracruz por alguns anos, retornando posteriormente a Nanchital. Segundo a mídia local, Fernández Escalante, conhecido como "El loco", sobreviveu a outro ataque em 2015 e, três anos antes, havia sido preso por militares do Exército por posse de armas de fogo e drogas. A Procuradoria-Geral de Justiça de Veracruz informou que abriu uma investigação para esclarecer o sequestro. O governo estadual afirmou que agentes de segurança estão mobilizados em operações de busca para localizar Roxana Guzmán e identificar os responsáveis pelo crime. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre o paradeiro da jornalista nem detalhes sobre a motivação do sequestro.