Jamshid Ghomi, de 63 anos, é acusado de enviar equipamentos americanos de rede, segurança e criptografia ao Irã por meio de empresa de tecnologia sediada em Teerã; promotores dizem que ele lavou mais de R$ 75 milhões Jamshid Ghomi: Saiba quem é CEO preso em mansão de R$ 175 milhões nos EUA por ajudar programa nuclear do Irã — Foto: Departamento de Justiça dos EUA RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 13:05 CEO Americano-Iraniano Preso nos EUA por Violação de Sanções ao Irã Jamshid Ghomi, CEO de 63 anos com dupla cidadania americana e iraniana, foi preso nos EUA por supostamente violar sanções ao enviar equipamentos de rede, segurança e criptografia ao Irã para o programa nuclear. Acusado de lavar mais de R$ 75 milhões, Ghomi enfrenta até 20 anos de prisão. Ele teria usado intermediários nos Emirados Árabes para enviar os equipamentos e movimentado dinheiro através de contas internacionais para construir sua mansão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O empresário Jamshid Ghomi, cidadão com dupla nacionalidade americana e iraniana, foi preso nos Estados Unidos sob acusação de usar sua empresa de tecnologia para burlar sanções americanas e enviar equipamentos sensíveis ao Irã, incluindo ao programa nuclear e à estrutura militar do país. Ghomi, de 63 anos, é proprietário e CEO da Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR), empresa de redes de computadores sediada em Teerã. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, ele foi detido na manhã de quarta-feira, durante uma operação em sua casa em Newport Coast, na região de Los Angeles, na Califórnia. Cass de Jamshid Ghomi, CEO preso nos EUA por ajudar programa nuclear do Irã — Foto: Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos O empresário é acusado de conspiração para violar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, legislação que permite ao presidente dos Estados Unidos congelar ativos estrangeiros durante uma emergência nacional. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRAHIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países De acordo com os promotores, Ghomi teria usado sua posição na empresa para comprar equipamentos americanos de rede, segurança e criptografia e enviá-los ao Irã por meio de intermediários nos Emirados Árabes Unidos. Entre 2014 e 2018, ele teria organizado o envio ilegal de mais de 250 toneladas de equipamentos de rede ao país. As autoridades afirmam que a FPR forneceu equipamentos à Organização de Energia Atômica do Irã entre 2017 e 2023 e ao Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas iraniano entre 2014 e 2022. Segundo o Departamento de Justiça, a empresa tinha clientes entre companhias privadas e órgãos do governo iraniano, alguns deles sujeitos a sanções dos EUA. — Ghomi é acusado de ajudar nossos inimigos declarados ao vender peças de redes de computadores de origem americana ao Irã e ganhar milhões de dólares em violação às leis de sanções dos EUA — afirmou o procurador Bill Essayli. — As leis de nosso país que proíbem fazer negócios com um dos maiores patrocinadores estatais do terrorismo no mundo devem ser aplicadas e obedecidas. Vamos responsabilizá-lo buscando uma pena de prisão adequada e apreendendo seus bens, incluindo sua mansão de US$ 35 milhões (cerca de R1 75 milhões) em Newport Beach. Segundo os investigadores, Ghomi teria feito mais de 400 compras de equipamentos de rede usando contas pessoais no eBay e no PayPal. Os produtos teriam sido enviados ao Irã por intermediários localizados nos Emirados Árabes Unidos. Os promotores também acusam o empresário de lavar mais de US$ 15 milhões, transferidos do Irã para contas bancárias nos Estados Unidos e para uma conta de custódia ligada à construção de sua mansão. O dinheiro teria passado por intermediários nas Ilhas Virgens Britânicas, Hong Kong, Turquia e Emirados Árabes Unidos. À Receita americana, ele teria declarado falsamente os valores como “herança estrangeira”, embora suas declarações de imposto de renda registrassem quase nenhuma renda. Parte dos recursos, segundo as autoridades, teria sido usada para financiar a mansão de Ghomi em Orange County. Ele comprou o terreno vazio em Newport Coast em 2010 por quase US$ 4,5 milhões e depois pagou aproximadamente US$ 10,5 milhões para construir a residência de luxo. Ghomi compareceu à Justiça na quarta-feira e não apresentou declaração formal de culpa ou inocência. Sua audiência de acusação foi marcada para 13 de julho, segundo a ABC News. Até o momento, ele não comentou publicamente o caso. A prisão ocorre em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. O governo do presidente Donald Trump acusa Teerã de usar seu programa nuclear para tentar desenvolver uma arma atômica, o que o Irã nega. Na terça-feira, Trump disse a jornalistas que as negociações entre os dois países estão “acontecendo continuamente”.
Saiba quem é CEO preso em mansão de R$ 175 milhões nos EUA por ajudar programa nuclear do Irã
Jamshid Ghomi, de 63 anos, é acusado de enviar equipamentos americanos de rede, segurança e criptografia ao Irã por meio de empresa de tecnologia sediada em Teerã; promotores dizem que ele lavou mais de R$ 75 milhões







