A Netflix lançou nesta quarta-feira (3), uma série documental em três episódios de uma hora cada explorando o julgamento de Michael Jackson por abuso sexual infantil em 2005 e o intenso espetáculo midiático que cercou o processo judicial.

Passaram-se 21 anos desde que o júri anunciou o veredicto real, aquele que conta, o do tribunal, depois de um processo longo e penoso para todos os envolvidos, e nada vai mudar esse fato —Michael foi inocentado perante a Justiça americana.

Ou seja, lançar um documentário agora com o título "Michael Jackson: O Veredito" só pode ter um objetivo —levantar dúvidas a respeito do veredito dado à época. E, se ele foi inocentado no tribunal, e tem mais coisa a ser contada, é por que ele deve ser culpado.

A série, que o canal de streaming não deu chance para a imprensa assistir antes de ir ao ar ou entrevistar ninguém envolvido com a produção, estreia meras seis semanas depois do lançamento da cinebiografia "Michael", que conta o começo da história da carreira solo do cantor e compositor, e termina muito antes das acusações de pedofilia começarem a rondar sua vida e ameaçar sua reputação.

Michael foi levado a julgamento em 2005 após ser acusado de abusar sexualmente de Gavin Arvizo, então com 13 anos, em seu rancho Neverland, na Califórnia. Arvizo aparecia ao lado de Michael no documentário do jornalista inglês Martin Bashir, "Vivendo com Michael Jackson", de 2003.