O bitcoin (BTC) aprofunda as perdas nesta quinta-feira e opera na faixa dos US$ 63 mil, em meio à saída persistente de capital dos ETFs à vista nos Estados Unidos e à redução de posições alavancadas no mercado cripto. O movimento ocorre em um ambiente de maior aversão a risco, ainda influenciado pela incerteza envolvendo Estados Unidos e Irã. Por volta das 10h30, o bitcoin era negociado a US$ 63.364,11, com queda de 5,9% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. Em reais, o ativo valia R$ 320.654,37, de acordo com o CoinTrader Monitor. Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, os ETFs spot de bitcoin listados nos EUA registraram o 13º dia seguido de saídas líquidas, com retirada de US$ 396,6 milhões apenas na quarta-feira. No acumulado do período, os resgates somam cerca de US$ 4,4 bilhões. A correção também foi ampliada pela desmontagem de posições alavancadas. Herrera afirma que o mercado teve cerca de US$ 3 bilhões em liquidações em dois dias, enquanto o open interest, que mede o total de contratos em aberto no mercado de derivativos, recuou 8,5%. A venda recente de uma pequena parcela dos bitcoins da Strategy, empresa de Michael Saylor, segue como fator adicional de cautela. Embora o volume tenha sido baixo em relação à posição total da companhia, a operação pesou pelo sinal dado ao mercado, em um momento de fluxo institucional negativo. Para Herrera, o mercado ainda não tem um gatilho claro para inverter a tendência de curto prazo. “Para uma recuperação mais consistente, os investidores devem buscar sinais de retomada da demanda institucional ou algum novo fator macroeconômico que volte a favorecer ativos de risco”, afirma. Entre as principais altcoins, a queda também era generalizada. O ethereum (ETH) recuava 5,9%, a US$ 1.761,28, enquanto a BNB caía 5,6%, a US$ 598,71. O XRP tinha baixa de 5%, a US$ 1,17, e a solana (SOL) perdia 7,7%, negociada a US$ 69,33.