O CEO da Unilever defendeu sua decisão de unir o braço de alimentos do grupo com a fabricante americana de temperos e molhos McCormick, descartando a preocupação dos investidores sobre "fadiga de mudanças" dentro da empresa.
O preço das ações da dona de marcas como Hellmann's e Knor não se recuperou da queda de 7% após o anúncio do acordo de US$ 66 bilhões em março. Preocupações com o nível de endividamento da nova empresa e mais turbulência organizacional na Unilever pressionaram o preço das ações.
"As pessoas perguntam: vocês não correm o risco de fadiga de mudanças?", disse Fernando Fernández em uma conferência do Deutsche Bank nesta terça-feira (2). "Eu não sou pago para ser preguiçoso. Nosso pessoal não é pago para ser preguiçoso."A Unilever disse, quando o anúncio foi feito, que a fusão criaria uma gigante de alimentos com valor combinado de quase US$ 66 bilhões, receitas anuais de US$ 20 bilhões e alavancagem de quatro vezes a dívida líquida em relação aos lucros.
O nome da marca McCormick será o adotado no novo grupo e os investidores do grupo norte-americano terão direito a 35% das ações. Os sócios da Unilever terão 55,01%, e os outros 9,9% devem ser vendidos periodicamente pelo grupo britânico.








