O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, condenou nesta quarta-feira (3) os protestos violentos relacionados à morte de um estudante de 18 anos que foi algemado pelos agentes após ser ferido por faca, enquanto seu assassino afirmou falsamente ter sofrido um ataque racista. O premiê afirmou ser "imperdoável" explorar o caso para acirrar tensões.
O assassinato do estudante Henry Nowak no ano passado voltou à discussão desde que seu assassino foi condenado na segunda-feira (1º). As imagens das câmeras corporais dos policiais mostraram os agentes ignorando os apelos do jovem que havia sido esfaqueado.
"Não há justificativa para mais violência e desordem", disse Starmer nesta quarta, após manifestantes entrarem em confronto com a polícia e ferirem 11 policiais na noite de terça (2) na cidade de Southampton, no sul da Inglaterra, perto de onde Nowak foi morto.
"Este é um momento para trabalho sério, não para fúria", acrescentou o premiê em uma resposta direta ao líder do partido de direita anti-imigração Reform UK, Nigel Farage.
Farage havia pedido que as pessoas respondessem ao assassinato de Nowak com "pura fúria fria" e disse ao Parlamento que a raiva demonstrada em Southampton poderia se espalhar se as pessoas perderem a confiança na polícia.











