O regulador de concorrência britânico CMA informou nesta quarta-feira (3) que donos de páginas da internet, incluindo veículos de comunicação, têm o direito de impedir que seus conteúdos alimentem a busca com IA (inteligência artificial) do Google.
Os editores de conteúdo digital, em particular os jornaiss, reclamam que os modelos de IA usam seu conteúdo sem pagamento por direitos autorais.
Além disso, segundo os sites de notícias, os resumos gerados por IA em resposta às buscas no Google diminuem a audiência e, consequentemente, reduzem receitas publicitárias.O regulador britânico afirmou em um comunicado que a decisão colocará "os editores, em particular a imprensa, em uma posição mais favorável para negociar acordos de conteúdo com o Google".
"Pela primeira vez no mundo, os editores disporão de ferramentas eficazes para impedir que seus conteúdos sejam utilizados para alimentar as funcionalidades de IA na busca", acrescentou o órgão.
Atualmente, o Google estrutura a busca com IA em dois formatos principais: o AI Overviews (visão geral criada por IA), que oferece resumos e respostas geradas por IA logo no topo da página, e o Modo IA, que oferece uma espécie de chat dentro do buscador e não está disponível em todos os países.










