PUBLICIDADE Segundo os advogados de Jairinho, a perita aceitou auxiliar o pai do menino sem mencionar quais delegados teriam autorizado ou solicitado a colaboração Advogados do ex-vereador Jairinho deixam a sessão do júri alegando falta de acesso a provs — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 16:48 Defesa de Jairinho contesta imparcialidade de perita em julgamento Na fase final do julgamento de Jairinho, sua defesa questionou a imparcialidade dos laudos periciais, citando mensagens da perita Gabriela Graça a Leniel Borel, pai de Henry. A defesa alega que Leniel influenciou os laudos, destacando a frase “Obrigada pela confiança” como evidência de parcialidade. Além disso, acusaram Leniel de omitir um acidente sofrido por Henry antes de sua morte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na reta final do julgamento, a defesa de Jairinho voltou a direcionar críticas a Leniel Borel, pai de Henry. Durante os debates, o advogado Fabiano Lopes sustentou que o pai do menino teria atuado para influenciar a produção dos laudos periciais elaborados após a morte da criança. Ao apresentar mensagens aos jurados, a defesa destacou uma conversa atribuída à perita Gabriela Graça, legista da Polícia Civil do Rio, na qual ela teria escrito a Leniel: “Obrigada pela confiança”. Para Fabiano Lopes, a mensagem levantaria dúvidas sobre a imparcialidade da atuação da médica. — Eu já trabalhei em comércio e normalmente essa frase eu escutava de um cliente — afirmou o advogado aos jurados. A defesa também retomou a tese de que Leniel teria procurado Gabriela Graça cerca de duas semanas após a morte de Henry, em 23 de março de 2021, pedindo ajuda para analisar o caso. Segundo os advogados de Jairinho, a perita aceitou auxiliar o pai do menino sem mencionar quais delegados teriam autorizado ou solicitado a colaboração. Os defensores do ex-vereador afirmaram ainda ter encontrado conversas entre Leniel, seu advogado e a perita que, na visão da defesa, colocariam em dúvida a credibilidade dos laudos de necrópsia produzidos pelo Instituto Médico Legal (IML). Durante a sustentação, Fabiano Lopes relembrou que o laudo elaborado pelo médico legista Leonardo Huber Tauil passou por seis atualizações ao longo de 45 dias após a morte de Henry. Em depoimento prestado durante a instrução do processo, Tauil afirmou que realizou alterações após discutir o caso com outros peritos do IML, entre eles Gabriela Graça. Além das críticas à atuação da perita, a defesa voltou a sustentar que Leniel teria omitido um acidente sofrido por Henry antes de entregar o filho à mãe no fim de semana em que a criança morreu.
’Obrigada pela confiança’: defesa de Jairinho inicia debates finais citando mensagem de perita a Leniel e questiona credibilidade de laudos
Segundo os advogados de Jairinho, a perita aceitou auxiliar o pai do menino sem mencionar quais delegados teriam autorizado ou solicitado a colaboração






