Depois de dois dias em regime misto, com 23 dos 27 convocados de Roberto Martínez a dividirem-se entre a selecção e a família, o centro de treinos e as respectivas casas, chegou a hora de apertar os cintos e iniciar a aventura do Mundial 2026.Este sábado, quando o grupo ficar completo com a chegada dos quatro jogadores do PSG bicampeões europeus de clubes, a equipa nacional terá o primeiro de dois testes antes de rumar aos Estados Unidos.A primeira chamada é já frente ao Chile. Em jogo marcado para o Estádio Nacional (18h45, RTP1), a cerca de semana e meia da estreia no Campeonato do Mundo.Antes do ensaio com o décimo e último classificado da fase de qualificação da CONMEBOL para o Mundial, Portugal dispõe de um par de dias para se ambientar e preparar, perspectivando, de alguma forma, o duelo com a Colômbia, o último do Grupo K. Para o primeiro, com o Congo, haverá o particular de 10 de Junho com a Nigéria, em Leiria.Mas voltemos ao Chile, selecção que não disputa um Campeonato do Mundo desde o Mundial 2014, onde caiu ante os pentacampeões mundiais, nos penáltis, após triunfos com Austrália e Espanha e derrota com os Países Baixos. Desde então, dois marcos importantes com a conquista da Copa América em 2015 e 2016, ambas frente à Argentina.Agora, até porque este teste ocorre à distância de três semanas do jogo com a Colômbia, a selecção de Portugal estará mais interessada em aquilatar o momento de todos os jogadores e em que ponto se encontra a equipa.Um grupo que ainda inclui Ricardo Velho (Farense), na qualidade de quarto guarda-redes, chamado de prevenção antes do “corte” final para 26 jogadores.Nélson Semedo vive sonhoNa iminência de fazer a estreia em fases finais de Mundiais, Nélson Semedo surge na lista de Roberto Martínez... entre um lote reforçado de cinco laterais, onde se inclui o “adaptado” Matheus Nunes, do Manchester City.Semedo garante estar “física e mentalmente” preparado para colocar a “cereja” no topo de uma carreira marcada por conquistas em Portugal (Benfica) e Espanha (Barcelona), com igual destaque a nível de selecções, com as duas Ligas das Nações (2019 e 2025) no currículo pessoal.O primeiro Mundial chega depois de ter “perdido o comboio” para o Mundial 2022, o primeiro em Dezembro, e de meia centenas de internacionalizações, onde se inclui a fase final do Euro 2024, na Alemanha.Tudo num ano em que Cabo Verde, onde Nélson tem as raízes, também se estreia nestas andanças.“Uma final com Cabo Verde seria o Mundial perfeito”, um sonho que não alheia Semedo da realidade.“Representar Portugal é um sonho e uma grande responsabilidade”, reconheceu na conferência que antecedeu a sessão de treino do terceiro dia de trabalhos.O lateral, que tal como Matheus Nunes também veio do meio-campo, até ao dia em que Hélder Cristóvão viu que havia ali um defesa em potência, diz-se feliz pela chamada, por poder contribuir para o colectivo — seja um, dez ou noventa minutos — e pela concorrência saudável para um posição exigente.“Já fiz jogos de pré-época nos Estados Unidos e sei que o clima pode ser um desafio”, admitiu, justificando a escolha de Martínez e o reforço da posição.“É uma lista cheia de craques e uma dor de cabeça para o mister, pois estamos todos preparados e aptos a jogar em qualquer sistema”, salienta, lembrando que é preciso que se saiba “que somos Portugal”.Algo que depende da capacidade de o grupo mostrar “o quão bom somos, mas sempre com os pés assentes na terra”.
“Responsabilidade e pés assentes na terra” antes do arranque do Mundial
Concentração oficial, ainda sem os “mosqueteiros” do PSG, arrancou com o foco no Chile. Nélson Semedo espera Mundial perfeito.















