LYON | Uma semana após a Assembleia Nacional francesa aprovar por unanimidade a revogação definitiva do chamado ‘Código Negro’ e de outras legislações que regulamentavam a escravidão nas colônias francesas, a França deu nesta terça-feira 2 mais um passo simbólico em direção ao reconhecimento de violências cometidas durante sua história colonial.
Às margens do rio Sena, em Paris, foi inaugurado um memorial em homenagem às vítimas do genocídio de Ruanda de 1994. A obra, concebida pela artista portuguesa Grada Kilomba, é composta por duas estelas de latão negro que guardam inscrições dedicadas à memória das mais de 800 mil pessoas assassinadas durante os cem dias de massacres, a maioria delas pertencente à minoria tutsi.
Para o governo francês, a instalação faz com que o genocídio dos tutsis passe a ocupar um lugar permanente na memória pública nacional. O monumento foi erguido em frente ao Quai d’Orsay, sede do Ministério das Relações Exteriores, e próximo ao Palácio do Eliseu, centro do poder político francês.
Nas placas está gravada a inscrição:
“Aqui, como um arquivo, repousam as vozes, as palavras, as memórias, as experiências, os sentimentos e as esperanças das vítimas e dos sobreviventes.”











