O dólar avança no exterior, impulsionado pela maior demanda por ativos seguros após novos ataques no Oriente Médio e por dados econômicos dos Estados Unidos acima do esperado, enquanto investidores aguardam os números de emprego do relatório ADP e o índice ISM de serviços. Os riscos de intervenção cambial no Japão também permanecem no radar. Por volta das 8h40, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,10%, a 99,32 pontos. Nesse contexto, o euro recuava 0,01%, a US$ 1,16193; a libra subia 0,01%, a US$ 1,34540; e o dólar caía 0,12% contra a moeda japonesa, negociado a 159,78 ienes. O dólar atingiu 159,9975 ienes nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, marcando seu ponto mais baixo desde a intervenção das autoridades japonesas no final de abril, diz o Berenberg, em nota. “Isso foi catalisado pelos fortes dados de vagas de emprego Jolts dos Estados Unidos, que deram suporte contínuo ao dólar durante a noite.” Os dados de abril mostraram que as vagas de emprego atingiram o maior nível desde maio de 2024, reforçando sinais de reaceleração da economia americana. A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, não perdeu tempo em reiterar na manhã de quarta-feira que as autoridades estão “prontas para responder aos mercados cambiais conforme necessário, a qualquer momento”, um exemplo clássico de intervenção verbal para conter a queda do iene sem mobilizar reservas, pontua o Berenberg. O aviso verbal conteve brevemente o par, mas investidores que apostam na queda do iene têm ignorado a retórica. Analistas apontam que os riscos de intervenção cambial permanecem elevados.