Quando falamos sobre migração para Vite, a maioria dos artigos parte de um cenário ideal: projetos relativamente modernos, dependências atualizadas, versões recentes do Node e uma arquitetura preparada para evoluir. Na prática, porém, muitas empresas ainda mantêm aplicações Vue 2 que surgiram anos atrás, construídas sobre Webpack 2, carregando uma grande quantidade de bibliotecas descontinuadas, loaders obsoletos e configurações que foram sendo adaptadas por diferentes equipes ao longo do tempo.

Foi exatamente esse cenário que encontrei. O objetivo não era migrar para Vue 3, reescrever a aplicação ou modernizar toda a stack de uma vez. O desafio era muito mais delicado: substituir o Webpack 2 por Vite mantendo a aplicação funcionando, preservando compatibilidade com bibliotecas legadas e sem interromper o desenvolvimento do produto.

Ao longo desse processo, ficou evidente que a maior dificuldade não estava na configuração do Vite em si. O verdadeiro desafio era descobrir tudo aquilo que o Webpack estava fazendo silenciosamente há anos e garantir que esse comportamento fosse reproduzido no novo ambiente.

Antes de Instalar o Vite, Entenda o Que o Webpack Faz Pelo Seu Projeto

Um erro bastante comum é iniciar a migração instalando o Vite e tentando fazer a aplicação subir imediatamente. Em aplicações pequenas isso pode funcionar. Em sistemas legados, normalmente gera uma sequência interminável de erros difíceis de rastrear.