Companhia de Sam Altman mostrou novos recursos voltados para empresas Codex, da OpenAI, foi integrado ao ChatGPT — Foto: Jason Henry/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 15:48 OpenAI Expande Uso Corporativo do ChatGPT com Integrações e Novos Recursos de Voz A OpenAI integrou o Codex ao ChatGPT, facilitando o uso corporativo da IA com plugins para sistemas como Salesforce e Snowflake. A empresa visa aumentar a receita corporativa, que já representa 40% do total. Sam Altman destacou a necessidade de infraestrutura para suportar o crescimento no uso de tokens. Novos modelos de voz também foram lançados, ampliando as capacidades da IA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A OpenAI anunciou nesta terça (2) mais uma série de recursos para o Codex, a sua ferramenta voltada para desenvolvedores, em mais uma tentativa de aproximá-lo do Claude, da Anthropic. Entre elas está a integração da ferramenta com o ChatGPT, que ganhará uma aba dedicada ao Codex. Antes do anúncio, para usar o Codex, era necessário fazer o download de um programa separado. Agora, o Codex fica dentro do ChatGPT, uma formatação que lembra o caminho percorrido pelo Claude Code, que também funcionava de maneira independente e virou uma aba no chatbot da Anthropic. A ideia é que usuários fiquem menos confusos sobre qual ferramenta usar para cada tarefa. A apresentação teve foco alto no mercado corporativo, apresentando plugins de agentes, que permitem conexões com sistemas corporativos populares, como Salesforce, Data Bricks, Snowflake e outros, integrando a IA diretamente no ecossistema de software que a empresa já utiliza. Esses plugins foram apresentados para funções específicas, como análise de dados, produção criativa, vendas e design de produtos. O tom “nerd” que as apresentações da companhia sempre tiveram ganharam tom empresarial, com apresentação da diretora de receita, Denise Dresser: — Está claro que as empresas que vão liderar neste próximo capítulo estão realmente mergulhando de cabeça na IA, trazendo-a para seus fluxos de trabalho e reimaginando a indústria. A inteligência não é mais o gargalo. A questão agora é a capacidade de implementar esse recurso de uma forma que ele realmente se integre à organização. Como uma empresa traz essa tecnologia não apenas para ganhar produtividade, mas para gerar uma verdadeira transformação nos fluxos de trabalho e no setor? A OpenAI revelou que já tem 5 milhões de usuários ativos por semana — em abril, esse número era de 3 milhões. A executiva afirmou que 40% da receita vem do mercado corporativo e espera chegar a 50% até o final do ano. A Anthropic, que nesta semana deu entrada no processo de IPO com avaliação de US$ 965 bilhões, tem 80% da receita com origem neste segmento. Entre os outros recursos para o Codex estão o Anotações, que permite apontar para uma parte específica de um documento, apresentação, planilha ou site dentro do Codex e solicitar uma alteração diretamente naquele trecho. O outro é o Sites, que transforma código em uma experiência funcional, como um dashboard de negócios em tempo real, um protótipo de produto ou até um aplicativo completo. Sam Altman, CEO da OpenAI, apareceu no fim da apresentação e afirmou que a IA está entrando em uma nova fase, depois de passar pelos estágios de pesquisa e de produtos. — Estamos entrando na terceira fase da IA, que é: as pessoas querem usar muito essa tecnologia e o mundo não está pronto para isso. Então, temos que construir uma infraestrutura para deixar as pessoas, empresas, cientistas e todo mundo usar a IA na escala que merecem, para o que quiserem, para o que precisarem, para o que gostarem. Entregar a inteligência e o tipo de estrutura e sistema ao redor dela que torne fácil para pessoas e empresas usarem em escala global... essa é a nossa próxima fase. Nós realmente temos que nos tornar essa peça de infraestrutura gigantesca e extremamente cara que o mundo vai usar. O recado sobre infraestrutura reflete as preocupações do setor, de que a capacidade computacional seja o próximo gargalo da tecnologia ao mesmo tempo que os investimentos são massivos. A OpenAI se comprometeu a investir US$ 600 bilhões em infraestrutura até 2030. Para ilustrar a magnitude do desafio de infraestrutura, Altman revelou que em 6,5 anos houve um aumento de 1 milhão de vezes no uso de tokens por parte do principal usuário da OpenAI (passando de 100 mil para 100 bilhões de tokens por mês). Ele prevê que essa escala de uso poderá se tornar a média global per capita no futuro próximo. Tokens são os pedacinhos de palavras processados e gerados por sistemas de IA. Processar um livro por meio de um chatbot pode consumir 30 mil tokens, enquanto tarefas de programação com agentes podem consumir rapidamente 20 milhões. Atualmente, o custo do processamento de tokens também se tornou uma das principais questões para a adoção de agentes de IA no mercado corporativo. Em resposta, Altman afirmou que a OpenAI está focada em tornar o uso da IA mais eficiente por meio de novos modelos, mas não falou em valores. Atualmente, as empresas americanas são pressionadas pelo custo de token por modelos chineses, como DeepSeek e Qwen. Por fim, a OpenAI também revelou três novos modelos de voz, o GPT Realtime 2, voltado para agentes inteligentes, com raciocínio integrado e capacidade de conversação natural, o Realtime Translate, capaz de realizar traduções ao vivo em mais de 70 idiomas e o Realtime Whisper, projetado para transcrições rápidas e precisas. As novas IAs se tornam rivais da startup ElevenLabs, focada em modelos de voz.