Do dia "-2", na segunda-feira, para o dia "-1", nesta terça, pouco mudou no estágio da selecção nacional: plantel ainda incompleto, novamente apenas um treino, de novo horários pouco restritivos e também a repetida dormida em casa – a última antes do “dia zero”, quando na quarta-feira arrancar o estágio oficial com poderes e deveres em pleno.Mas houve duas novidades no segundo dia de estágio da selecção portuguesa pré-Mundial 2026: a primeira foi a visita da selecção feminina (ver fotografia principal) e a segunda foi a numeração nas camisolas. A Federação Portuguesa de Futebol anunciou os 26 números que estarão nas camisolas dos jogadores.Existe um simbolismo especial no 21, número que era de Diogo Jota e que vai ser usado pelo amigo Rúben Neves – que na conferência de imprensa de segunda-feira já tinha falado da presença espiritual de Jota no grupo da selecção nacional.De resto, nota para a camisola 6, que será usada por Matheus Nunes. O jogador do Manchester City não é um médio-defensivo clássico e, possivelmente, fará até uma “perninha” como lateral-direito. Ainda assim, fica com a camisola habitualmente usada por João Palhinha, que era o 6 mais clássico desta equipa – mas só até Martínez descobrir Samu, que vai usar o 24.O número 4 vai estar nas costas de Tomás Araújo e o 25 nas de Nuno Mendes, que mantém a escolha que fez quando deixou o 19 que usava inicialmente na selecção.Nos restantes números mais baixos nada de surpreendente, com Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Diogo Dalot, Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes, Gonçalo Ramos, Bernardo Silva e João Félix a usarem respectivamente o 1, 2, 3, 5, 7, 8, 9, 10 e 11.Dia de estágio é dia de conferência de imprensa e a honra coube, desta vez, a um jogador que nem tem número atribuído. Ricardo Velho faz parte do grupo para ser solução em caso de má fortuna de algum dos guarda-redes – algo permitido pela FIFA em caso de lesões de “guardiões” –, mas nem por isso ficou fora na hora de falar aos jornalistas.Questionado precisamente sobre se espera um infortúnio alheio para ter a sua oportunidade, o guarda-redes foi claro: “Muito sinceramente, espero que não aconteça nada a nenhum deles e que eu não vá para o banco por causa de uma lesão ou algo do género”.E reconheceu que estar neste grupo, mesmo numa posição secundária, pode significar espaço na selecção no futuro. “O facto de ter sido chamado é um sinal de confiança do mister, que conta comigo. Acho que logo por aí o facto de quererem que eu esteja aqui é fruto do meu trabalho. O objectivo é continuar sempre na selecção e isso será sempre um bom indicador”.Para esta quarta-feira está marcado o arranque oficial dos trabalhos pré-Mundial, com os jogadores a entrarem em estágio por completo na Cidade do Futebol.No próximo sábado, pelas 18h45, Portugal vai defrontar a selecção do Chile e dia 10, pelas 20h45, haverá jogo frente à Nigéria, em Leiria – o último desafio de preparação antes da estreia no Mundial frente ao Congo, no dia 17.