O gasto do Senado com diárias para policiais legislativos que fazem a escolta de senadores em viagens saltou de R$ 1,1 milhão para R$ 1,8 milhão nos primeiros cinco meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2025.

Autoridades que acompanham o tema afirmam que o aumento de 64% é resultado de viagens de senadores que vão disputar as eleições, sobretudo as de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em pré-campanha pela Presidência da República.O parlamentar tem feito uma série de viagens desde que foi anunciado como candidato de Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Na última delas, na semana passada, foi aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump. Aliados do presidente Lula (PT) têm vinculado o encontro à proposta de um novo tarifaço aos produtos brasileiros, anunciada nesta terça.

Seis senadores têm acesso a proteção individual da Polícia Legislativa. Destes, três já definiram que serão candidatos neste ano: Flávio Bolsonaro; Sergio Moro (PL-PR), que busca se eleger governador do Paraná; e Angelo Coronel (Republicanos-BA), que tenta a reeleição. O Senado não informa o valor gasto com cada parlamentar.

O acompanhamento da Polícia Legislativa é dado apenas para o presidente do Senado e para senadores que indicam ter recebido alguma ameaça. No caso de Moro, por exemplo, a escolta começou em 2023, quando autoridades identificaram a existência de um plano do PCC contra ele.