Lesão na panturrilha, inicialmente tratada como leve, trouxe à tona lembrança do corte do Baixinho às vésperas do Mundial O drama das panturrilhas: Caso de Neymar revive roteiro que cortou Romário da Copa de 1998; relembre — Foto: Reprodução: Divulgação e Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 11:37 Lesão de Neymar na panturrilha relembra drama de Romário em 1998 A lesão na panturrilha de Neymar revive o drama de Romário na Copa de 1998. Inicialmente considerada leve, a contusão revelou-se mais grave, levantando memórias do corte de Romário às vésperas do Mundial. Neymar, que se machucou num jogo do Santos, foi diagnosticado com lesão muscular grau 2 e deve perder amistosos e a estreia na Copa. A CBF não cogita cortá-lo, e o jogador recebeu apoio da torcida no Maracanã. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A lesão de Neymar na panturrilha direita reacendeu uma lembrança dolorosa na seleção brasileira. Há 28 anos, Romário viveu drama parecido às vésperas da Copa do Mundo de 1998: uma contusão na chamada batata da perna que, de início, não parecia preocupar, mas acabou se revelando mais grave e tirou o Baixinho do Mundial da França. No caso de Neymar, o problema também começou tratado como algo de menor gravidade. O atacante se machucou no último dia 17, na derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão. As primeiras informações do clube paulista indicavam uma lesão leve, com expectativa de que o camisa 10 se apresentasse em condições à seleção brasileira, em Teresópolis, no dia 27. Exames feitos pela delegação da seleção, porém, apontaram um quadro diferente. Na quinta-feira, o médico Rodrigo Lasmar informou que a contusão não era apenas um edema, mas uma lesão muscular de grau 2. O médico da seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, disse que Neymar precisa de, ao menos, três semanas para se recuperar da lesão — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo/ Nelson Almeida/AFP — A atualização sobre o jogador Neymar, ele se apresentou ontem aqui na Granja, fez todos os exames médicos, os exames complementares e terminamos com uma ressonância magnética que identificou uma lesão muscular grau 2 na panturrilha, não apenas uma edema. O atleta segue em tratamento e a nossa expectativa é que num prazo de 2 a 3 semanas ele esteja liberado — disse Rodrigo Lasmar. A situação remete ao caso de Romário em 1998. Em 31 de maio daquele ano, já integrado à delegação brasileira, o atacante garantiu que a contusão não seria um problema e confirmou presença na Copa. Menos de 24 horas depois, a comissão técnica acendeu o sinal de alerta e decidiu reavaliar o quadro, diante da possibilidade de que a “contusão pode ser mais grave do que o divulgado”. Romário chora após corte da Copa do Mundo de 1998, devido a contusão — Foto: Ivo Gonzalez/Agência O GLOBO Apesar da confiança do jogador, os exames indicaram gravidade maior, e Romário acabou cortado da lista de Zagallo. A decisão surpreendeu o craque, principal nome da conquista do tetra em 1994. — A decisão foi tomada porque eles (os membros da comissão técnica) sabem que minha contusão não tem tanto problema quanto se diz. E também porque eles acham que eu posso ser útil dentro e fora do campo — disse o jogador em entrevista coletiva. Depois, ao comentar o corte, Romário lamentou a falta de confiança em sua recuperação. — Não esperava. Fiz duas ressonâncias magnéticas. Após a primeira, fiquei otimista, porque a médica que fez o laudo disse que eu tinha um edema discreto. Já na segunda, o médico constatou que a lesão era mais grave e que tinha reduzido em apenas três centímetros. — Eles seguiram o que estava no papel e não confiaram em mim. Pelo laudo, eu poderia ficar bom em três semanas ou não. Mas eu me conheço e sei que voltaria antes do tempo. Só que não confiaram na minha recuperação. Não tenho vontade de desabafar. Mas não confiaram na minha palavra — desabafou o Baixinho. Romário e Bebeto: a dupla dentro e fora dos campos 1 de 10 A dupla de craques em agosto de 1989 — Foto: Eurico Dantas / Agência O Globo 2 de 10 Romário e Bebeto durante treino da seleção brasileira de futebol na Granja Comary, em 1993 — Foto: André Durão / Agência O Globo X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Romário e Bebeto na Copa de 1994 — Foto: Cezar Loureiro/Arquivo 4 de 10 Amigos dentro e fora de campo: Romário e Bebeto durante partida comemorativa do Iate Clube Jardim Guanabara, em 1998 — Foto: Cezar Loureiro X de 10 Publicidade 5 de 10 Bebeto e Romário durante treino do Vasco da Gama, em São Januário, em 2001 — Foto: Hipólito Pereira 6 de 10 Apresentação de Bebeto, em 2009, como novo técnico do América — Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo X de 10 Publicidade 7 de 10 Bebeto e Romário no primeiro dia de Bebeto como treinador do América, em 2009. — Foto: Jorge William / Agência O Globo 8 de 10 Romário, no lançamento de sua candidatura ao governo do Rio em 2018, ao lado de Bebeto: dupla desfez parceria política — Foto: Marcos Ramos/Agência O Globo/04-08-2018 X de 10 Publicidade 9 de 10 Na eleições de 2012, o prefeito Eduardo Paes, então candidato à reeleição, faz campanha em Santa Cruz ao lado dos deputados Bebeto (PDT) e Romário (PSB). — Foto: Paula Giolito / Agência O Globo 10 de 10 Dupla do tetra, Romário e Bebeto — Foto: Juliana Castro X de 10 Publicidade Romário foi comunicado do corte às 23h do dia 1º de junho, uma segunda-feira. O Brasil estrearia na Copa no dia 10, e a avaliação foi de que não haveria tempo hábil para a recuperação. — Esta era a minha última Copa. Era a minha última chance... — lamentou o atacante. Diferenças com Neymar No caso de Neymar, a CBF ainda não cogita cortar o jogador da seleção. O camisa 10 será acompanhado dia a dia, mas deve perder os amistosos do Brasil e a estreia na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra Marrocos. Mesmo fora de combate, Neymar recebeu apoio da torcida no Maracanã, no amistoso contra o Panamá, neste domingo. Durante o aquecimento da seleção brasileira, o atacante ficou à beira do gramado, foi reconhecido pelo público e ouviu seu nome ser gritado das arquibancadas. Ele respondeu com um aceno e depois entrou em campo para brincar com a bola. Antes mesmo de os jogadores irem ao gramado, o nome do craque já havia virado canto de torcida: “Olê, Olê, Olê, Olá, Neymar, Neymar”, repetiram os torcedores, a partir do show de Ivete Sangalo. Após a vitória do Brasil por 6 a 2 sobre o Panamá, Neymar deixou o Maracanã agradecendo o carinho recebido. Sem condições de atuar por causa da lesão na panturrilha direita, o camisa 10 ficou no banco de reservas apoiando o elenco e ouviu o estádio celebrar sua presença em coro.