Genilda de Oliveira, 46, é uma mulher precavida. Ao entrar no trem superlotado, dá um jeito de armar um banquinho dobrável e viaja sentada no meio da multidão espremida em pé.
Ela encara todos os dias o Expresso Aeroporto, serviço inaugurado em 2018 para ligar a região central de São Paulo ao aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana, mas que no decorrer dos anos tem recebido mais usuários comuns do que aqueles que entram nos vagões no caminho para embarcar em avião.
Apontado como serviço de excelência, segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ele conta com os trens mais modernos da frota da estatal do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas nem assim escapa das críticas de passageiros.
O Expresso Aeroporto, da linha 13-jade, parte de hora em hora (entre às 5h e a 0h) da estação Barra Funda, que fica no limite entre o centro e a zona oeste da capital paulista. Tem só mais três paradas, nas estações da Luz (também no centro) e Cecap (já em Guarulhos), e a final, onde o passageiro precisa pegar um ônibus ou um trem em via elevada até os terminais do aeroporto. O percurso total é feito em cerca de 40 minutos.
Outra opção para se chegar de transporte público ao aeroporto internacional é embarcar na estação Engenheiro Goulart (na zona leste paulistana), da linha 12-jade, e seguir para a linha 13. O intrvalo das partidas varia de 10 minutos a 35 minutos, dependendo do horário. Mas usuários dizem que o tempo de viagem pode ser mais demorado em ao menos meia hora.














