Os principais índices de ações da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (1), diante de novas tensões no Oriente Médio, após ataques ao longo deste fim de semana e com a notícia de que o Irã estaria interrompendo as negociações com os Estados Unidos, esfriando a perspectiva de que um acordo poderia ser alcançado em breve. No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,89%, aos 620,43 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,68%, aos 10.338,95 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,40%, aos 25.003,04 pontos, e o CAC 40, de Paris, anotou perda de 0,45%, aos 8.146,59 pontos Entre os destaques, o setor de energia do Stoxx 600 subiu 1,78%, em linha com o avanço dos preços do petróleo, enquanto o de viagens e lazer caiu 1,48%. As ações de companhias aéreas também tiveram perdas, como a Lufthansa (-3,57%) e a Air France (-2,56%). Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, a equipe de negociação do Irã suspendeu, nesta segunda-feira, a troca de mensagens com os Estados Unidos por mediadores por causa de ataques no Líbano. A fonte também informou que a frente de resistência e o Irã definiram uma agenda para bloquear completamente o Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques durante o fim de semana e Israel ordenou que suas tropas avancem ainda mais no Líbano, aumentando as tensões na região, apesar das tentativas recentes de negociações para um acordo de paz. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Aragchi, disse mais cedo, hoje, que o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos abrange todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano. "Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os Estados Unidos e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação", ele escreveu no X. Os contratos futuros do petróleo apresentam forte alta, nesta segunda, o que contribuiu para pressionar as bolsas europeias, na medida em que os países do continente são dependentes da importação de energia e acabam mais vulneráveis às variações de preços. Ainda assim, o Goldman Sachs elevou seu preço-alvo para o Stoxx 600 nos próximos 12 meses para 660 pontos, citando a resiliência do crescimento de lucros corporativos, apesar da escalada de tensões no Oriente Médio. "Crescimento nominal sólido, revisões positivas para o setor de energia e margens resilientes no restante do mercado sustentaram esse movimento de alta", afirma a equipe do banco em relatório. Homem observa painel do índice FTSE na LSE, a bolsa de valores de Londres — Foto: MacGregor/Bloomberg