Quando "Euphoria", da HBO, estreou em 2019, Hollywood foi arrebatada por uma produção de excelência técnica até então inédita. Enquanto os cinemas já começavam a enfrentar uma queda de público mesmo antes da pandemia, o streaming investia em histórias autorais com mais cuidado visual, caso de "Succession".
Porém, tinha alguma coisa a mais naquela história de Sam Levinson sobre adolescentes atravessados por sexo, drogas e um certo desespero em relação ao futuro. Um frescor em roteiros a respeito da juventude, sim, mas um toque cinematográfico de tirar o fôlego. Cada episódio parecia um filme, tamanha precisão da equipe nos bastidores. Virou sensação nas redes sociais, entre memes e tutoriais para emular a estética provinda do trabalho artístico da diretora de fotografia Petra Collins.
Isso se estendeu para a segunda temporada, que foi ao ar em 2022. Cenas recriando quadros clássicos para captar a emoção e a trajetória de seus personagens também viralizaram em um contexto pós-pandemia, em que sonhar de novo parecia possível. Quando confirmada a terceira temporada, que deveria ser o último ano do colegial, Zendaya, Sydney Sweeney e Jacob Elordi já estavam grandes demais para a produção com ares independentes e história arriscada.











