Três anos após as greves que paralisaram Hollywood, os estúdios encararam uma nova negociação contratual com os atores com um tom mais construtivo, especialmente em temas como o avanço da inteligência artificial, disse o representante dos artistas.
"Os estúdios e as plataformas de streaming sentaram à mesa com uma perspectiva diferente", afirmou Duncan Crabtree-Ireland, diretor executivo nacional do SAG-AFTRA, que, com mais de 160.000 membros do cinema, da TV e dos videogames, é o sindicato mais grande e influente do setor em nível mundial.
Embora tenha sido "muito intensa" a discussão do acordo, que entrará em vigor em julho se for aprovado pelos membros, o tom foi "muito mais colaborativo", acrescentou o chefe negociador em entrevista à AFP.
"Acredito que as greves de 2023, embora tenham sido muito difíceis para todos nós, ajudaram a recalibrar a relação entre os estúdios e os sindicatos em geral", sustentou.
Segundo Crabtree-Ireland, as empresas do setor "agora compreendem melhor" por que a regulação do uso da IA "é uma grande prioridade" para os membros do sindicato, e concordam em garantir a maior carga de trabalho às pessoas sob o consenso de que "há uma qualidade única e especial na criatividade e na interpretação humanas".










