Registro de Fernando Faciole sobre a destruição de barbatanas apreendidas pelo Ibama recebeu o prêmio Environmental Photography Award 2026 das mãos do príncipe Albert II de Mônaco Fernando Faciole recebe premiação em Mônaco — Foto: Fernando Facioli RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 08:25 Fotojornalista Brasileiro Ganha Prêmio por Foto de Barbatanas de Tubarão O fotojornalista brasileiro Fernando Faciole venceu o prêmio Environmental Photography Award 2026 na categoria “Humanity vs Nature” com uma imagem poderosa de barbatanas de tubarão queimadas, simbolizando a exploração dos oceanos. A foto, tirada em colaboração com o Ibama, destaca o impacto do comércio ilegal de fauna. O prêmio foi entregue por Albert II de Mônaco, e a obra ganha relevância com novas regras que proíbem a exportação de barbatanas sem o corpo do tubarão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O fotojornalista brasileiro Fernando Faciole conquistou o primeiro lugar na categoria “Humanity vs Nature” do Environmental Photography Award 2026, premiação internacional voltada à conscientização ambiental. A cerimônia ocorreu na quinta-feira (28), quando ele recebeu o prêmio das mãos de Albert II de Mônaco. A imagem vencedora foi produzida em parceria com o Ibama e retrata a incineração de barbatanas de tubarões apreendidas em operações de fiscalização no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O registro transforma o descarte do material ilegal em um símbolo da exploração dos oceanos, evidenciando o impacto do comércio clandestino sobre espécies fundamentais para o equilíbrio marinho. Confira a imagem: Fotógrafo brasileiro recebe prêmio internacional com drama de tubarões — Foto: Fernando Faciole/Prêmio de Fotografia Ambiental 2026/Fundação Príncipe Alberto II de Mônaco Fotografia expõe impacto do tráfico de fauna Segundo Faciole, a fotografia de conservação tem o papel de aproximar o público de problemas que muitas vezes parecem distantes. — Quando você vê aquelas barbatanas queimando, entende que ali existe uma história de sofrimento, comércio ilegal e falha na proteção dos oceanos — afirmou durante a premiação. A fotografia também revela uma estratégia recorrente utilizada por traficantes de fauna: a exportação fraudulenta de barbatanas de espécies ameaçadas sob a identificação de tubarão-azul, uma espécie migratória amplamente comercializada no mercado internacional. O trabalho ganhou ainda mais relevância após a entrada em vigor, em março deste ano, de novas regras do Ibama que proibiram a exportação de barbatanas de tubarão e passaram a exigir que o tubarão-azul seja comercializado apenas com o corpo íntegro. A determinação de que os animais sejam desembarcados com as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo busca ampliar a capacidade de fiscalização e reduzir brechas para atividades ilegais. — Foi uma cena muito dura de presenciar. Eu olhava para aquelas barbatanas e pensava que elas deveriam estar no oceano, em animais vivos, não empilhadas para serem queimadas. A imagem é forte, mas por trás dela existe uma história triste: animais que nasceram para o mar e acabaram no fogo por causa da ação humana — disse o fotógrafo. Criado em 2021 pela Prince Albert II of Monaco Foundation, o Environmental Photography Award reconhece fotógrafos cujos trabalhos contribuem para ampliar a conscientização sobre a preservação ambiental e promove a divulgação internacional das imagens premiadas.