Mais de uma década após flexibilizar suas regras para jogos de azar, Nova York inaugurou no fim de abril seu primeiro cassino de grande porte, o Resorts World New York City, dando início a uma nova fase para o setor na maior cidade dos Estados Unidos. Operado pela Genting Malaysia no bairro do Queens, o empreendimento recebeu licença para operar um cassino completo, incluindo roleta, blackjack e outros jogos de mesa conduzidos por crupiês. Até então, a permissão para jogos limitava-se a máquinas eletrônicas. A Genting foi uma das três empresas autorizadas a explorar cassinos completos na cidade. O investidor Steve Cohen desenvolve um complexo da Hard Rock International de US$ 8,1 bilhões próximo ao estádio do New York Mets, enquanto a Bally's Corporation planeja um projeto de US$ 4 bilhões no Bronx. O Resorts World passa por uma expansão de US$ 5,5 bilhões para se transformar em um resort integrado com hotel, restaurantes, centro de eventos e arena de entretenimento. Quando estiver concluído, o complexo terá 800 mesas de jogo e 6 mil caça-níqueis. A empresa estima que o empreendimento possa gerar até US$ 4 bilhões em receita anual de jogos e arrecadar cerca de US$ 16,6 bilhões em tributos ao longo da primeira década de operação plena. Até recentemente, moradores da cidade precisavam viajar para outras regiões ou Estados vizinhos para frequentar cassinos completos. A abertura do Resorts World busca atender essa demanda local, especialmente entre clientes da comunidade asiática, hoje predominante entre os frequentadores. Analistas avaliam que a concorrência deve se intensificar quando os outros dois cassinos forem inaugurados, por volta de 2030. Ainda assim, o Resorts World aposta em sua vantagem inicial para consolidar participação no mercado. Segundo estimativas da CBRE Institutional Research, os três cassinos poderão gerar até US$ 5,6 bilhões por ano em receitas de jogos para o Estado de Nova York. Ao mesmo tempo, o setor acompanha com atenção a discussão sobre a possível legalização das apostas on-line, que poderá aumentar a concorrência pelos gastos dos consumidores e pressionar a receita dos cassinos físicos. — Foto: Anna Shvets/Pexels