Restos mortais de William Reginald Sipfle foram encontrados no deserto do Arizona em 1975, mas só foram identificados no fim de 2025 com auxílio de genealogia forense; a enteada dele, Carol Ann Beal, chegou a receber pensões de até R$ 3 milhões em nome dele desde a morte Após teste de DNA, idosa é acusada de assassinar padrasto encontrado morto no deserto há 50 anos; entenda — Foto: Reprodução: YouTube / Kold News 13 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 07:34 Mulher de 79 anos é acusada de matar padrasto desaparecido há 50 anos Carol Ann Beal, de 79 anos, foi acusada de assassinar seu padrasto William Reginald Sipfle, desaparecido há 50 anos e cujo corpo foi encontrado no deserto do Arizona em 1975. Avanços na genealogia forense permitiram identificar os restos mortais em 2025. Beal, suspeita de receber benefícios em nome de Sipfle, está detida sob fiança de US$ 500 mil. A investigação continua, buscando esclarecer o caso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma mulher de 79 anos foi acusada de assassinar o padrasto, cujos restos mortais foram encontrados no deserto do Arizona há 50 anos. Carol Ann Beall também é suspeita de ter vivido na casa da vítima por décadas e de ter recebido benefícios de aposentadoria e Previdência Social no nome dele. Beall foi presa na quinta-feira, 28 de maio, e acusada de homicídio em primeiro grau pela morte de William Reginald Sipfle, segundo informações de afiliadas locais da NBC e da CBS que citaram o Departamento do Xerife do Condado de Pima. Sipfle desapareceu aos 73 anos. De acordo com o xerife Chris Nanos, a família “nunca fez um boletim de ocorrência”, embora soubesse do sumiço. — Eles sabiam que ele havia simplesmente desaparecido — disse Nanos à KOLD. A família passou cinco décadas sem respostas, até que avanços em genealogia permitiram que investigadores ligassem restos humanos encontrados em uma estação de transferência de resíduos no Condado de Pima à família de Sipfle. Segundo as emissoras, os investigadores haviam determinado, em outubro de 1975, que os restos encontrados pertenciam a um homem, mas não conseguiram confirmar outras informações por limitações tecnológicas da época. — Você não tinha ideia do que estava diante de você, porque não sabia quem era, não havia impressões digitais disponíveis — afirmou Nanos. Com o uso de genealogia forense e o apoio de um laboratório terceirizado, o Departamento do Xerife conseguiu localizar, no fim de 2025, uma possível ligação com parentes distantes. A pessoa identificada tinha um avô desaparecido e nenhum registro sobre o que havia acontecido com ele. Posteriormente, foi confirmada como neta de Sipfle. A partir da nova pista, os detetives conseguiram confirmar que os restos mortais pertenciam a ele. Beall, enteada de Sipfle, passou a ser investigada quando as autoridades descobriram que ela trabalhava em um museu na região desértica onde os restos foram encontrados, de acordo com a KOLD. Após a prisão e a acusação formal, Beall — cujo advogado afirmou que ela nunca havia sido presa antes — foi levada para a cadeia. Ela está detida sob fiança de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), segundo registros carcerários analisados pela revista “People” em 30 de maio. A mulher teria vivido na casa de Sipfle por mais de 50 anos e usado entre US$ 250 mil e US$ 600 mil de sua pensão e benefícios da Previdência Social, segundo promotores citados pela KOLD. Na primeira audiência, realizada virtualmente a partir da prisão, o Estado afirmou que a principal fonte de patrimônio de Beall, aposentada do Serviço Postal dos Estados Unidos, teria vindo da morte do padrasto. A investigação sobre a morte de Sipfle continua. O xerife afirmou esperar que novas apurações ajudem a esclarecer o caso para a família. — Esta é uma pessoa amada por alguém que desapareceu do planeta — disse Nanos. — E, por causa dessa ciência, somos capazes de juntar as peças. — Somos inteligentes o suficiente para saber que não teremos todas as respostas, mas elas estão lá fora — afirmou o xerife, ao elogiar o laboratório por ajudar as autoridades a descobrir “quem era o senhor Sipfle, mas também, talvez, como esse evento ocorreu”. Em comunicado à KOLD e à KVOA, a família de Sipfle disse estar “aliviada por ter um encerramento sobre o paradeiro de nosso avô, William Reginald Sipfle, com a identificação positiva dos restos mortais de nosso avô”. — Com essas novas informações sobre nosso avô, estamos processando as circunstâncias em torno de sua morte e revivendo memórias dolorosas de seu desaparecimento e dos esforços de nosso pai para localizar seu pai — afirmou a família.