O crime custa ao menos R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira, entre prejuízos diretamente causados pelo mercado ilícito e gastos associados à prevenção e segurança.

É o que mostra uma sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O levantamento ouviu 1.398 empresas de 32 setores industriais de pequeno, médio e grande porte de todo o país, entre os dias 3 e 12 de novembro do ano passado.

Dos R$ 107 bilhões, R$ 68,8 bilhões são só em gastos com prevenção contra crimes. Nesse pacote, entram, por exemplo, despesas com vigilância patrimonial, monitoramento eletrônico, segurança cibernética e proteção pessoal.

Os outros R$ 39,1 bilhões são resultado direto de atos criminosos na receita líquida das empresas. Aqui, entram desde roubo de carga e furto de matéria-prima até pirataria, contrabando e "gatos" de energia elétrica.

"São recursos que poderiam ser revertidos em novos investimentos, emprego e melhoria na produção", afirma o superintendente de política industrial da CNI, Fabrício Silveira, responsável pela sondagem.