A mentalidade. É essa a palavra que João Fonseca mais repete quando tenta explicar o que mudou nele desde o início da temporada. Na madrugada parisiense desta segunda-feira (1º), após derrotar o norueguês Casper Ruud e garantir vaga nas quartas de Roland Garros, o carioca de 19 anos foi direto na entrevista à imprensa: "A mentalidade melhorou muito. Focar nos pontos e não no final da partida. Acho que algumas coisas mudaram."
A evolução não é abstrata. Ele tem exemplos concretos. No jogo contra Djokovic, quando estava perdendo por 0 a 2 em sets e a derrota parecia certa, entrou no que descreve como "modo automático". "Não pensava no final. Eu só ia ponto a ponto, pensava no que eu tinha que fazer com cada bola. Os aces que dei no final da partida contra o Djokovic foram muito de sem pensar —eu só ia lá, explodia na bola e as coisas aconteceram."
O jogo contra Ruud, segundo ele, foi diferente —mais seguro, menos dramático. "Entrei mais agressivo, fui para os golpes, tentei comandar os pontos logo cedo. Fico feliz de ter levado a melhor nos momentos importantes." Fonseca reconheceu que a partida desta noite foi mais tranquila que o duelo com Djokovic —não só pelo placar, mas pela sensação interna. "Contra o Djokovic foi mais mental. As condições eram muito mais difíceis e eu comecei respeitando demais. Hoje entrei com mais confiança. O jogo era muito xadrez —eu sabia exatamente o que fazer, só era muito difícil de executar."











