Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41, que sobreviveu após ser jogada de um penhasco na região metropolitana de Belo Horizonte na terça-feira (26), disse ter sentido que não morreria durante a queda de 50 metros no Parque Estadual da Serra do Rola Moça.

"Naquele momento, eram os meus filhos o tempo todo [em quem pensava]. Ali era o meu fim, só que, mesmo na queda, parece que Deus estava tão presente na minha vida. Caindo, eu senti que não ia morrer", disse ela ao Fantástico neste domingo (31).

Após 24 horas de buscas, Ana Cláudia foi encontrada agarrada em um arbusto a uma distância de 50 metros do local de onde foi jogada. Os bombeiros e os policiais usaram técnicas especializadas em resgate de difícil acesso e uma aeronave Arcanjo para retirá-la com segurança. Vinte militares participaram da operação.

Ao programa, ela conta o que aconteceu antes do crime cometido pelo ex-companheiro Silvanildo Amâncio de Araújo Santos, 52, que admitiu e foi preso por tentativa de feminicídio.

Após deixar a filha escola, por volta das 9h, ela disse que viu quando Silvanildo a perseguia de carro. Disse ter corrido, mas ele a alcançou e, com uma faca, a forçou a entrar no carro, dizendo que queria conversar em outro lugar. Ele estaria nervoso, bem agitado.