Atriz gravou sons estranhos com a própria voz para a ficção científica 'Dia D', longa sobre um misterioso contato extraterrestre Emily Blunt em 'O diabo veste Prada' — Foto: Reprodução/ 20th Century Studios A atriz Emily Blunt preferiu não usar inteligência artificial durante a produção de “Dia D”, novo longa de ficção científica dirigido por Steven Spielberg. Em entrevista ao talk show “Hot Ones”, ela afirmou que sente um pouco de medo da tecnologia e optou por criar, ela mesma, os sons de uma das cenas mais importantes do filme. No longa, Blunt interpreta uma moça do tempo que é tomada por uma misteriosa força extraterrestre durante uma transmissão ao vivo. Em determinado momento, sua personagem passa a se comunicar em uma linguagem não humana. Segundo a atriz, a sequência foi filmada em um único plano de cerca de quatro minutos e mostra a transformação gradual da personagem. “Havia várias maneiras de fazer isso. Poderíamos seguir o caminho da IA, algo que me assusta um pouco”, contou a estrela de “O diabo veste Prada”. Em vez disso, ela sugeriu que a equipe de som gravasse uma série de ruídos produzidos por sua própria voz. “Fiz estalos, sons guturais, zumbidos, consoantes estranhas, respirações diferentes”, disse. Com a ajuda de microfones posicionados estrategicamente no set, o material foi captado e posteriormente transformado pelo designer de som em uma voz alienígena. Com estreia prevista para 11 de junho nos cinemas brasileiros, “Dia D” também reúne no elenco Josh O'Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes. A trama acompanha as consequências de uma revelação capaz de afetar toda a humanidade. O roteiro foi escrito por David Koepp, colaborador frequente de Spielberg. 'Tubarão' e 'Mary Poppins' Blunt também revelou qual considera o melhor filme da carreira do diretor: “Tubarão”. Segundo ela, o clássico ganha novas camadas quando revisto na vida adulta. “É uma história de ação em grande escala, mas com uma profunda humanidade por trás de tudo”, afirmou. A atriz ainda relembrou o momento mais assustador de sua trajetória nos sets de filmagem. A experiência aconteceu durante as gravações de “O retorno de Mary Poppins”, quando precisou ser suspensa por cabos a dezenas de metros de altura para filmar a chegada da personagem pelos céus de Londres. “Fiz três tomadas antes de perder completamente a coragem”, contou. “Você sobe 25, 30, 40, 60 pés de altura e só resta torcer para que os cabos estejam funcionando. Foi o momento em que mais senti medo em toda a minha carreira.”