Por Anna Luiza Santiago Pâmela Tomé — Foto: Reprodução/Instagram Pâmela Tomé está de volta às novelas como protagonista de “Herdeira por direito, milionária por vingança”, novo microdrama do Globoplay, que ainda não tem previsão de estreia. A atriz, que estava longe da emissora há cerca de sete anos, desde “Orgulho e Paixão”, conta como foi seu retorno: — Estou muito feliz. Terminamos de gravar há pouco tempo. Voltar à Globo para viver essa protagonista maravilhosa, com uma história completa, um arco redondo, nesse novo formato, que é uma coisa super nova para todo mundo ainda… A Globo foi onde tudo começou para mim, eu comecei fazendo "Malhação" quando eu tinha de 22 para 23 anos, agora estou com 32. Eu recebi o convite do Adriano Melo, que foi um diretor com quem eu também trabalhei lá atrás, foi um dos meus primeiros diretores. Repetir essa parceria, matar a saudade, passou um filme pela minha cabeça. Na trama, Pâmela interpreta Luísa, uma mulher que é traída pelo marido, papel de Ricardo Vianna, e pela melhor amiga, interpretada por Bárbara França. Assim como sua personagem, a atriz conta que também já passou por uma situação de traição há muito tempo, mas que isso não a afetou: — Já passei por uma situação assim na minha vida, em uma relação amorosa, mas eu descobri depois de muito tempo. Então, na época em que eu descobri já nem fazia mais sentido, sabe? Eu já não estava nem mais aí, a relação já não tinha dado certo. A Luísa é uma personagem que passa por muitas coisas. Eu fiquei muito feliz de viver uma personagem completamente diferente dos meus últimos trabalhos. É uma personagem que tem espaço para drama, tem espaço para comédia. Pâmela também exalta a parceria com os colegas nos bastidores: — Eu me senti fazendo "Malhação" novamente. O Adriano Melo era meu diretor na época, a Barbara e o Ricardo fizeram a temporada de "Malhação" depois da minha, o Maurício Destri foi meu par romântico em "Orgulho e paixão". A vida tem seus reencontros. É sempre bom você reencontrar colegas, pessoas com quem você já trabalhou e também encontrar pessoas por quem você torce, que você acompanha, mesmo que seja pelas redes sociais. É muito bacana. Eu me diverti muito fazendo esse projeto. Este foi o primeiro microdrama do qual Pâmela participou. Ela conta o que acha do formato: — Estamos mudando a forma de contar histórias. Esse movimento da novela vertical é inevitável. É uma maneira de levar dramaturgia pelo celular, de manter a nossa cultura das novelas viva. Todo mundo fica com o telefone o dia inteiro nas mãos. A novela vertical mata um pouco essa fome de um consumo imediato e rápido. E você pode contar boas histórias, dinâmicas, além de dar emprego para muita gente. Eu sou noveleira das antigas, de assistir ao capítulo quando ele está passando na TV. Pâmela conta que um dos papéis mais marcantes de sua carreira foi interpretar Xuxa, na série “Senna”, da Netflix. A atriz revela que, mesmo antes de pensar em viver a rainha dos baixinhos, as pessoas já diziam que as duas se pareciam: — É uma história muito bonita, porque as pessoas já diziam que nos parecemos. Desde pequena me falam isso. Mesmo eu estando com o cabelo escuro, agora nas gravações de "Herdeira por direito, milionária por vingança", a equipe brincava: "Vem gravar, minha Xuxa". Então acho muito bonito, parece que os caminhos te levam mesmo para determinados lugares. Foi um dos projetos mais especiais da minha vida, foi mágico. Tinha muito material para estudar, então mergulhei nos estudos, me isolei, me guardei para viver essa mulher, porque eu queria muito honrar a história da Xuxa, a figura que ela é. Eu sabia que tinha uma responsabilidade muito grande nas mãos e que era uma oportunidade de levar o meu trabalho para o mundo todo. Eu não digo que eu fiz a Xuxa, eu vivi a Xuxa. Depois ainda continuei com trejeitos dela na minha casa, na minha vida. A atriz conta que ainda não conheceu Xuxa pessoalmente, mas que elas marcaram de um dia se encontrar: — Eu tenho isso no meu coração, acredito que esse encontro vai acontecer. Quando a série foi lançada, eu não estava no Rio de Janeiro. Mandei uma mensagem para ela contando o quanto tinha sido lindo e importante para mim viver tudo aquilo. Ela foi maravilhosa, me respondeu. Ela é um ícone. A gente ficou de se encontrar. Eu acredito muito nas surpresas da vida. Também falei com a Sasha em um evento, ela me parabenizou. Foi muito especial. Pâmela também já trabalhou como modelo e sempre foi considerada uma bela atriz. Ela afirma que nunca se sentiu estereotipada ou limitada pela beleza: — Eu posso ser muitas coisas, não vejo limitações. Eu embarco muito nas ideias dos personagens. Se tiver que pintar o cabelo, eu pinto, se tiver que cortar, eu corto. Eu fico lisonjeada com os elogios e não enxergo como limitação. Trabalhei muitos anos como modelo, foi um trabalho que me abriu muitas portas. A imagem faz parte da nossa profissão. Nós atores também temos que fazer um movimento em direção aos papéis que gostaríamos de fazer. Buscar oportunidades, se apresentar de formas diferentes. Estamos num momento em que essas barreiras já foram quebradas. Não acho que a beleza me atrapalhe de fazer qualquer tipo de papel. Eu estou muito feliz com as mulheres que estou fazendo, com as histórias que estou contando, com os projetos que estou tendo a oportunidade de fazer. Agora que terminaram as gravações de “Herdeira por direito, milionária por vingança”, Pâmela diz que tem vontade de voltar às novelas: — Tem muita coisa que eu quero fazer ainda. Eu me sinto num momento de maturidade muito bom. Comecei na televisão e ela tem um lugar muito especial dentro de mim. Quero muito voltar às novelas, fazer uma vilã. Também tenho o sonho de fazer cinema, algo que ainda não fiz. Tenho o sonho de passar pelo teatro em algum momento da minha vida. Acho que o ator tem que ter essa experiência. Pâmela Tomé como Xuxa, em 'Senna'; e Xuxa — Foto: Divulgação Netflix e Blad Meneghel (Xuxa) Pâmela Tomé — Foto: Reprodução/Instagram Atores que interpretarão personalidades reais na TV e no cinema 1 de 8 Ney Matogrosso será interpretado por Jesuíta Barbosa em sua cinebiografia. "Homem com H" será dirigido por Esmir Filho e contará a história do cantor desde a infância até os dias de hoje. — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 8 Jullio Reis viverá Cazuza no filme “Homem com H”, que contará a história de Ney Matogrosso — Foto: Reprodução e Divulgação X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Renato Góes será o violento policial Mariel Mariscot, no filme “O Homem de Ouro”, de Mauro Lima. Ele fez parte da Scuderie Le Cocq, uma organização extra-oficial criada por policiais no Rio de Janeiro em 1965. — Foto: Divulgação 4 de 8 A atriz Marjorie Estiano vai estrelar uma série sobre a socialite Ângela Diniz produzida pela HBO Max. O roteiro é assinado por Elena Soàrez e direção ficará a cargo de Andrucha Waddington — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 5 de 8 Ayrton Senna será vivido por Gabriel Leone na série da Netflix — Foto: Divulgação 6 de 8 O ator Filipe Bragança vive Sidney Magal no filme "Meu sangue ferve por você" — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 7 de 8 A atriz Marisa Abela já iniciou as filmagens sa cinebiografia da cantora Amy Winehouse, que morreu em 2011 aos 27 anos. A produção vai se chamar “Back to black”, — Foto: Divulgação 8 de 8 Michael Jackson ganhará um filme biográfico previsto para 2025. O longa deu início as filmagens em janeiro e será estrelado por Jaafar Jackson (à direita), sobrinho do artista. — Foto: Ivo Gonzalez e Divulgação X de 8 Publicidade .
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