Guillermo Fracella/Eliseo/Meu querido zelador — Foto: Disney RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 15:12 "Quarta Temporada de 'Meu Querido Zelador' Estreia no Disney+" A quarta temporada de "Meu querido zelador" chegou à Disney+ com a comédia argentina de Mariano Cohn e Gastón Duprat oferecendo novas tramas e escapando de fórmulas previsíveis. Eliseo, interpretado por Guillermo Francella, continua sendo o narcisista manipulador da série, mas agora também é um empresário rico. A temporada explora a impermanência do poder e as relações oportunistas, com ironia e sem vulgaridade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O elogio do cinismo está de volta: a quarta temporada de “Meu querido zelador” (críticas anteriores aqui) chegou à Disney+. A comédia argentina da dupla genial Mariano Cohn e Gastón Duprat não perdeu o impulso, muito pelo contrário. O roteiro abre novas frentes e escapa das armadilhas da fórmula engessada. São sete episódios de cerca de 40 minutos e um programão para os espectadores fãs de maratonas. Eliseo (Guillermo Francella) está rico. Além do dinheiro acumulado em mais de 30 anos de superfaturamentos dos pequenos serviços prestados ao prédio (do lixeiro aos entregadores, passando pelos encanadores), tornou-se um empresário bem-sucedido. Administra a própria agência de porteiros. Além disso, agora também é proprietário do apartamento herdado de Bebita (Pochi Ducasse), vizinha solitária que ele adulou até a morte. Guillermo Francella/Meu querido zelador — Foto: Disney Apesar de ter acumulado mais de US$ 1 milhão e meio (a dolarização é sempre sublinhada, numa crítica à situação econômica argentina), ele segue trabalhando no posto de sempre, na portaria do edifício de um bairro de classe média alta de Buenos Aires. Nada parece ter mudado. Eliseo continua vivendo na “Eliseolândia”, movido por suas próprias regras morais. Não tem amizades sinceras, é um narcisista, atua na penumbra contra todos à sua volta e se diverte horrores com as próprias armações. Seu grande prazer é tratar as pessoas com cortesia e, no meio de um diálogo que se desenrola em tom agradável, soltar uma observação venenosa, que arrase com o interlocutor. Francella cria novas — e sutilíssimas — nuances para o personagem. Seu desempenho expressa bem a ideia de que a longa duração das séries — mais do que os filmes que têm duas ou três horas — possibilita que um ator desenvolva um personagem com profundidade. O trabalho dele, sublime desde o início, ganha ainda mais terreno na nova temporada. É uma alegria acompanhar essa evolução. Guillermo Francella e Gabriel Goity/Eliseo e Zambrano — Foto: Disney O modus operandi do porteiro é o mesmo das temporadas anteriores, mas os conflitos são outros. A briga com Matías Zambrano (Gabriel Goity) ganha mais destaque enquanto as disputas no condomínio escalam. Eliseo se torna um queridinho do Presidente argentino (Arturo Puig), para depois cair em desgraça. Essa trama é especialmente cheia de metáforas sobre a impermanência do poder e a duplicidade das relações oportunistas. Personagens secundários adoráveis também ganham evidência e todo o elenco é bom. “Meu querido zelador” é uma fábula e a nova temporada abraça essa chave com ainda mais força. O sétimo episódio tem até uma conclusão moral — e não vou dar spoiler. A ironia também se aprofunda, sempre sem vulgaridade. Há um momento especial com a participação de Luis Brandoni (leia sobre ele aqui), como Polaco, um doce morador de rua. PS: A excelente sexta temporada de “Sessão de terapia” chegou ao Globoplay. O link para o meu comentário no “Estúdio CBN”, comandado por Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade, está aqui. Aproveito para lembrar que o "Fora de Série" vai ao ar ao vivo na Radio CBN toda sexta-feira, às 16h20m.