O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu neste sábado "comportamentos irrepreensíveis" nos planos éticos, morais e legais a quem tem funções de responsabilidade no partido ou em seu nome."É um momento de tristeza para todos os militantes, é bom que todos tenham consciência que quando desempenham funções em nome do PS estão a representar uma massa humana de muitos milhares de pessoas, são quase 100 mil militantes e estão a representar muitos simpatizantes por todo o país", reagiu José Luís Carneiro, a propósito da Operação Imergente da Polícia Judiciária.À margem de uma visita à Festa da Cereja, em Resende, no distrito de Viseu, o líder do PS acrescentou: "É por isso que temos de ser intransigentes a exigir comportamentos irrepreensíveis no plano moral, ético e no plano da legalidade, porque nem sempre a própria legalidade é compatível com a ética. A ética ainda é mais exigente do que a própria legalidade. É cumprirmos a legalidade e termos comportamentos éticos adequados a um partido como o PS que é um partido da República e fundador da República".A Operação Imergente investiga a adjudicação de contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia, por suspeitas de crimes económico-financeiros e o inquérito tem por "objecto principal a investigação de factos relativos a adjudicações por autarquias, cujo valor global ascende a dois milhões de euros", indicou na quinta-feira o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) Regional de Lisboa. Desta operação resultaram quatro arguidos, que depois de ouvidos por um juiz na sexta-feira, saíram em liberdade com a medida de coação de termo de identidade e residência, revelou o Conselho Superior da Magistratura (CSM).