Carlos David Santo Aarão Reis, com um revólver 38 em punho, determinou a prisão dos envolvidos, inclusive militares O dia em que o juiz Carlos Arão Reis (de joelhos) enfrentou os militares — Foto: Jorge Marinho / Agência o Globo Foi sepultado nesta sexta-feira, 29 de maio, o corpo do juiz federal Carlos David Santo Aarão Reis, ex-titular da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O magistrado ficou marcado por um episódio emblemático da ditadura militar, quando tentou impedir a ocupação e demolição do prédio da UNE, na Praia do Flamengo. Diante do descumprimento de sua decisão judicial, Aarão Reis foi pessoalmente ao local acompanhado de oficiais de justiça e com um revólver 38 em punho, interrompeu a ação e determinou a prisão dos envolvidos, inclusive militares. Em razão do episódio, acabou suspenso por dois anos pelo extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR). Anos depois, recusou-se a pedir reabilitação funcional, afirmando: “Não posso pedir o que não perdi”.

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