"Aconteceu. " Desse modo, em uma palavra, o narrador Renan do Couto, da ESPN, registou a vitória épica de João Fonseca, 19, sobre Novak Djokovic, 39, em Roland Garros, um dos quatro Grand Slams do tênis, em uma partida emocionante, de cinco sets, que começou na tarde e acabou na noite parisiense.
Épica porque foi de virada, depois de desvantagem de 2 sets a 0, em jogo exaustivo de quase cinco horas de duração. Épica porque o adversário é considerado um dos melhores, se não o melhor, tenista da história.
O sérvio Djokovic tem 24 títulos de Grand Slams (3 em Roland Garros, 10 no Aberto da Austrália, 7 em Wimbledon, 4 no Aberto dos EUA). Ninguém ganhou tantos torneios de primeiríssima linha, nem o espanhol Rafael Nadal (22), nem o suíço Roger Federer (20).
Escrevi nesta Folha, nesta sexta-feira (29), um texto sobre a Copa do Mundo de 1970 em que houve citação ao destemido João Saldanha, técnico que batia de frente com a ditadura e classificou o Brasil para o Mundial do México.
Nesta mesma sexta, digo que Fonseca é o novo João Sem Medo do nosso país. Em nenhum momento do duelo, diante de Djoko papa-títulos –mais de cem na carreira, o primeiro quando o carioca nem tinha nascido–, ele tremeu ou se abateu, mesmo em situação de reação impensável.












