Ao adaptar "Cem Dias Entre Céu e Mar", Carlos Saldanha encontrou uma história que não estava no livro que transformou Amyr Klink em celebridade nacional. Em "100 Dias", filme estrelado por Filipe Bragança, a travessia do Atlântico aparece também como a história de um filho tentando se libertar da sombra de um pai autoritário.

Essa é uma das principais diferenças entre o livro lançado no ano seguinte à viagem de 1984 e a produção que chegará aos cinemas em 29 de outubro. Embora a travessia permaneça no centro da narrativa, o filme dá destaque a uma relação familiar que Klink afirma não ocupar o mesmo espaço na obra original.

A produção foi apresentada nesta sexta-feira (29) no Rio2C, no Rio de Janeiro. Após um painel sobre o longa, Saldanha e Klink conversaram com a Folha.

A sinopse oficial do filme apresenta o protagonista como um jovem que luta "contra a sombra de um pai autoritário" enquanto atravessa sozinho o oceano entre a Namíbia e a Bahia. O pai, Jamil Klink, interpretado por Felipe Camargo, aparece como um dos personagens centrais da trama.

Segundo Klink, o tema surgiu durante as conversas que alimentaram o roteiro escrito por Elena Soarez e Thais Tavares. Ele descreve o pai como um homem duro, conflituoso e exigente. Filho de imigrantes libaneses, o rapaz cresceu sob forte pressão familiar e manteve uma relação difícil com ele durante anos.