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De uma cama de hospital fez-se um parque de diversões. Francisco nem tem mãos a medir para a quantidade de veículos — carros da polícia, uma ambulância, um camião dos bombeiros — que vai fazendo circular pela pista de corridas improvisada. Conduz pelas grades, pelo colchão, e a linha de chegada não podia ser outra senão as mãos da avó Vera, que o observa com olhar ternurento. Nem a algália nem o cateter epidural perturbam o minipiloto. Há duas semanas que este bebé de 16 meses está internado no Hospital de São João, no Porto, depois de, num acidente em casa, se ter queimado numa das pernas e na barriga com leite quente.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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29 de maio de 2026