Os principais índices de ações da Europa fecharam em direções opostas nesta sexta-feira (29), perto da estabilidade, com investidores atentos às negociações entre os Estados Unidos e o Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,14%, aos 626 pontos, o FSTE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,16%, aos 10.409,28 pontos, o DAX, de Frankfurt, teve leve alta de 0,05%, aos 25.104,70 pontos, e o CAC 40, de Paris, caiu 0,07%, aos 8.183,34 pontos. No acumulado da semana, o Stoxx subiu 0,21%, Londres teve queda de 0,48% e Frankfurt e Paris, altas de 0,90% e 1,05%, respectivamente. No mês, os ganhos foram de 2,47%, 0,50%, 3,38% e 1,07%. Apesar dos sinais mistos nos últimos dias, o presidente americano, Donald Trump, anunciou, no fim do pregão europeu, que iria retirar o bloqueio naval americano e tomar uma decisão sobre o conflito, o que derrubou os preços do petróleo e impulsionou as ações americanas, mas não se refletiu sobre as bolsas europeias. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem sido um dos principais temas no radar dos investidores ao longo das últimas semanas, na medida em que a Europa é particularmente dependente da importação de energia, sendo mais afetada pelas variações nos preços do petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz. No fim do pregão europeu, Trump anunciou que iria entrar em uma reunião para decidir sobre um esboço de acordo com o Irã, o que impulsionou o sentimento no mercado de ações americano e derrubou os preços do petróleo, mas não chegou a fazer preço nas bolsas da Europa. Ele disse que iria suspender o bloqueio naval americano aos portos iranianos e que o Estreito de Ormuz deveria ser totalmente liberado para navegação imediatamente. Nos últimos dias, os sinais em torno das negociações haviam sido confusos. O site Axios informou ontem que haveria um esboço de acordo prevendo a extensão do atual cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, algo que estaria apenas dependendo da aprovação final de Donald Trump. No entanto, a agência de notícias iraniana Tasnim depois alegou que o memorando de entendimento ainda não teria sido finalizado, gerando certa dúvida entre os investidores. "Apenas a perspectiva de um acordo que alivie as restrições de oferta e reduza os preços do petróleo já está ajudando a estabilizar o cenário macroeconômico global", afirma Modupe Adegbembo economista do Jefferies para Europa. Reflexo de painel de cotações na bolsa de valores em Paris, operada pela Euronext NV — Foto: Nathan Laine/Bloomberg