A mexicana Maria Zu visitou Seul pela primeira vez há oito anos para conhecer a capital sul-coreana e apaixonou-se. Desde então, tem regressado amiúde, mas, na sua última viagem, em Abril, passou grande parte do tempo em clínicas de cuidados da pele e estética, sob o olhar de médicos que seguravam aparelhos de laser e agulhas.“Sentimo-nos seguras ao vir a este país para tratar do nosso rosto”, declara a consultora residente no Dubai, uma entre os milhões de entusiastas da beleza que impulsionam os números do turismo e a economia da Coreia do Sul, enchendo as clínicas.Os turistas, como Maria Zu, procuram tratamentos como a terapia de luz vermelha ou a toxina botulínica para suavizar rugas, bem como o “lifting facial” através de ultra-sons para tonificar a linha do queixo. Já não se fazem apenas cirurgias ao nariz (rinoplastia) e às pálpebras (blefaroplastia) como em anos anteriores.“O crescimento do número de pacientes internacionais está a ultrapassar o número de turistas [que vêm apenas visitar Seul]”, afirma Hong Seung-wook, director do departamento de negócios globais de saúde do Instituto de Desenvolvimento da Indústria da Saúde da Coreia, incumbido pelo Ministério da Saúde do país de atrair pacientes vindos de todo o mundo.Mais de dois milhões de estrangeiros visitaram a Coreia do Sul no ano passado para fazer um tratamento estético, quase o dobro da estatística de 2024, que foi de 1,17 milhões, informou o Ministério da Saúde em Abril.“Observamos que os turistas gastam mais em serviços médicos do que em turismo na Coreia”, afirmou Hong, acrescentando que as autoridades de saúde esperavam manter o ritmo, apostando em serviços como tratamentos antienvelhecimento para visitantes de meia-idade.Maria Zu, ex-comissária de bordo que já visitou a Coreia do Sul pelo menos seis vezes, diz que costuma incluir vários tratamentos não invasivos numa única viagem. Essa é a tendência crescente que também cresce à boleia das redes sociais com a hashtag “#koreaglowup”.