A Copa do Mundo da América do Norte está prestes a começar, mas nas ruas de Miami, isso é quase imperceptível. Aqui, a expectativa é palpável no cotidiano da grande comunidade latina: em grupos de WhatsApp, jogos casuais com amigos ou treinos de futebol infantil.

A cidade da Flórida, onde sete em cada dez moradores são latinos, está recebendo o maior evento esportivo do ano quase como uma reflexão tardia. Tanto que não parece que sediará quatro jogos da fase de grupos e três jogos eliminatórios, incluindo a disputa do terceiro lugar.

Para Rafael Calvo, um colombiano de 50 anos, "ansioso" para o início da Copa do Mundo em duas semanas, Miami ainda não investiu o suficiente em divulgação.

"Esperava uma atmosfera como a do Super Bowl, que já está fervilhando um ou dois meses antes. Estou achando muito fraco", diz ele enquanto observa seu filho de 11 anos treinar em uma academia do Atlético de Madrid em Doral, perto de Miami.

Um sentimento compartilhado por Genesis Garrido, ex-jogadora profissional na Venezuela, que dirige a escola de futebol feminino Big Potential Training.