O Quênia aprovou um pedido dos Estados Unidos para abrir uma instalação de quarentena no país para norte-americanos expostos ao ebola, disseram autoridades norte-americanas à Reuters nesta quinta-feira (28), enquanto o chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde) viajava para o epicentro do surto na República Democrática do Congo.
Autoridades dos ministérios das Relações Exteriores e da Saúde do Quênia não responderam à Reuters, mas uma autoridade norte-americana disse que a autorização concede aos EUA acesso ao terreno em uma base da Força Aérea em Laikipia, na região central do Quênia.
A instalação entrará em operação nesta sexta-feira (29) com uma unidade de 50 leitos, de acordo com autoridades dos EUA.
As autoridades de saúde da RDC e dos países vizinhos estão se esforçando para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento. Mas o surto, que é o terceiro maior já registrado, avança com mais velocidade do que a resposta global.
"Este país já derrotou o ebola 16 vezes, a 17ª não será diferente. Mas precisamos agir agora, juntos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X, antes de viajar à República Democrática do Congo.










