Ameaça terrorista provocou o cancelamento de três apresentações da cantora em 2024 Réus algemados, acusados de planejar a show de Taylor Swift, são escoltados por agentes da Justiça na Áustria — Foto: Joe Klamar/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O réu de 21 anos, identificado como Beran A., confessou o crime e pediu desculpas no tribunal. Acusado de integrar uma célula do Estado Islâmico, o jovem planejava usar uma bomba no estádio de Viena. A ação foi frustrada pela inteligência americana. A ameaça terrorista provocou o cancelamento de três apresentações da cantora. Outros dois suspeitos de envolvimento no grupo também foram julgados pelas autoridades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O tribunal estadual de Wiener Neustadt, na Áustria, condenou, nesta quinta-feira (28), um homem pelo planejamento de um ataque a um show de Taylor Swift, em agosto de 2024. O réu, de 21 anos, identificado apenas como Beran A., devido às regras de privacidade do país europeu, foi sentenciado a 15 anos de prisão. Na época, o plano de ataque foi frustrado, mas, ainda assim, as autoridades determinaram o cancelamento das três apresentações que a cantora americana realizaria. A defesa de Beran já havia confirmado que ele tinha confessado que realmente faria o ataque em uma fala no primeiro dia do julgamento, ainda no mês passado. “Eu só gostaria de dizer que sinto muito”, disse ele em uma breve declaração pouco antes de um intervalo para a definição da sentença, de acordo com a Austria Press Agency. Acusado de fazer parte de uma célula do Estado Islâmico, Beran começou a ser julgado no mês passado por crimes de terrorismo e outras acusações. Apesar de ter se declarado culpado das acusações, o acusado afirmou não ser cúmplice de uma tentativa de assassinato que também estava sendo julgada. Show da cantora Taylor Swift no estádio Nilton Santos — Foto: Alexandre Cassiano Além dele, outro jovem de 21 anos, Arda K., também estava sendo julgado no tribunal. A acusação é de que os dois, junto com um terceiro austríaco, Hasan E. — preso na Arábia Saudita —, faziam parte de uma “célula terrorista do EI altamente perigosa”, que planejava realizar vários ataques em nome do Estado Islâmico, segundo a promotoria. Fabricação de bombas Beran A. declarou ao tribunal que havia escolhido como alvo o estádio Ernst Happel, em Viena, durante o show de Taylor Swift. Em seu depoimento, explicou como recebeu instruções e tentou fabricar uma bomba, mas fracassou. Também buscou conselhos sobre quais armas escolher em vários grupos de conversa e por meio de um membro de alto escalão do Estado Islâmico. Em sua declaração, Beran A. disse que se convenceu de que “precisava fazer a jihad”, mas que tinha “medo de morrer”. A promotoria afirma que ele é membro de uma organização terrorista desde 2023. Ao compartilhar propaganda do Estado Islâmico em diferentes serviços de mensagens e cometer outros crimes, ele participou e “se alinhou abertamente” ao EI, acrescentaram os promotores. Beran também é acusado de participar do planejamento de outros atentados no exterior, incluindo incentivar Hasan E. a esfaquear um agente de segurança em Meca, em 2024. Hasan E. supostamente esfaqueou o agente e feriu outras quatro pessoas antes de ser detido. Beran A. nega ter incentivado o ataque. O plano contra o show de Taylor Swift foi frustrado com a ajuda dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Na época, Taylor Swift escreveu nas redes sociais que o motivo do cancelamento dos shows em Viena a encheu de “uma nova sensação de medo e uma enorme culpa por todas as pessoas que planejavam ir àqueles shows”. No ano passado, um tribunal de Berlim condenou um adolescente sírio por contribuir para o plano de ataque ao show de Taylor Swift. O jovem de 16 anos recebeu uma pena de 18 meses de prisão com suspensão condicional.
Homem é condenado a 15 anos de prisão por planejar ataque a show de Taylor Swift na Áustria
Ameaça terrorista provocou o cancelamento de três apresentações da cantora em 2024











