Aplicando um rigoroso corte de gastos no Executivo, o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, autorizou, no comando do Judiciário fluminense, uma explosão de gastos de diárias para viagens de magistrados e servidores.
O pagamento para custeio de hospedagem, transporte e alimentação em missões oficiais, cursos e seminários subiu de R$ 1,6 milhão em 2024 para R$ 9,5 milhões no ano passado, quando começou a gestão Couto no Tribunal de Justiça. O salto se deve ao aumento na autorização para viagens ao exterior, algumas com dezenas de magistrados simultaneamente.
Os gastos do tribunal entraram na mira do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), que reivindica o posto de governador em razão de seu cargo estar à frente do presidente do TJ-RJ na linha sucessória prevista na Constituição estadual. O magistrado está no comando do Palácio Guanabara por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
Ruas criou uma comissão especial para analisar as despesas dos três Poderes e propor corte de gastos. A medida foi uma resposta às auditorias em contratos e exonerações, que já passam de 3.000, feitas por Couto no Executivo.
Em nota, o TJ-RJ afirmou que o aumento das diárias decorre de "uma mudança de visão da administração", visando "investir no aprimoramento técnico, no intercâmbio de conhecimentos, assim como o desenvolvimento tecnológico fundamental na gestão da instituição". A corte declarou ainda que as despesas são custeadas "por receita própria do tribunal", do Fundo do Tribunal de Justiça, cujo caixa é abastecido pela cobrança de taxas por serviços judiciários.











