Estados Unidos, México e Canadá anunciaram nesta quinta-feira (28) medidas sanitárias coordenadas para viajantes provenientes de regiões africanas consideradas de maior risco para o ebola. A informação foi divulgada pelos três países em comunicado conjunto, enquanto buscam proteger cidadãos e visitantes durante a Copa do Mundo. “A saúde e a segurança de todas as pessoas na região continuam sendo nossa maior prioridade enquanto recebemos o mundo na América do Norte”, afirmaram no comunicado, que não detalhou quais seriam as medidas coordenadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo, 17 de maio, o surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) como “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” e afirmou haver alto risco de propagação para países vizinhos. A decisão levou governos a ampliar medidas de contenção relacionadas a viagens. Washington proibiu na semana passada a entrada nos Estados Unidos de não cidadãos que tenham viajado recentemente para a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul. Na sexta-feira, a proibição foi estendida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) a portadores de green card que tenham estado nesses países nos 21 dias anteriores. O Canadá proibiu a entrada no país, por 90 dias, de residentes provenientes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, medida que entrou em vigor na quarta-feira. Cidadãos canadenses, residentes permanentes e outros estrangeiros que tenham estado nas áreas afetadas nas últimas semanas e não apresentem sintomas terão de cumprir quarentena de 21 dias a partir de 30 de maio, segundo comunicado da agência de saúde pública do Canadá. O secretário de Saúde do México, David Kershenovich, anunciou na segunda-feira medidas mais rígidas de triagem para Ebola em aeroportos, recomendando que a população evite viagens à República Democrática do Congo e pedindo que passageiros vindos do país cumpram quarentena de 21 dias.
Antes da Copa, EUA, México e Canadá anunciam medidas de viagem relacionadas ao ebola
OMS declarou em 17 de maio surto do vírus na RDC como “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” e afirmou haver alto risco de propagação para países vizinhos










