Criminalista afirmou que decidiu retornar ao plenário mesmo após sofrer um infarto no último sábado e disse que seu coração funciona atualmente com 33% da capacidade de bombeamento O advogado Fabiano Lopes fala com a imprensa na chegada ao Tribunal de Justiça do Rio, nesta quinta-feira, antes do quarto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel — Foto: Anna Bustamante/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 09:57 Advogado de Jairinho retorna ao tribunal após infarto e critica decisão judicial O advogado Fabiano Lopes, defensor de Jairinho, retornou ao Tribunal de Justiça do Rio para o julgamento do caso Henry Borel, mesmo após sofrer um infarto, atribuído ao uso de anabolizantes. Com apenas 33% da capacidade cardíaca, ele criticou a decisão judicial de não adiar o júri, afirmando que a continuidade não impactaria o processo, já que Jairinho permaneceria preso. Lopes destacou a importância de sua liderança na defesa e a conexão com processos paralelos. O dia também contará com o depoimento de Kaylane Pereira, que alega ter sofrido agressões de Jairinho na infância. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O advogado Fabiano Lopes, um dos principais defensores de Jairo Souza Santos Júnior, chegou ao Tribunal de Justiça do Rio na manhã desta quinta-feira para acompanhar o quarto dia do julgamento pela morte do menino Henry Borel e afirmou que decidiu retornar ao plenário mesmo após sofrer um infarto no último sábado. Na porta do tribunal, o criminalista detalhou o quadro de saúde e relacionou o problema ao uso de anabolizantes. — A minha conta chegou. Meu coração cresceu. Meu coração hoje tá funcionando e bombeando apenas 33% — afirmou. Fabiano disse ainda que doenças cardíacas podem se manifestar de forma silenciosa: — A doença cardíaca é uma doença silenciosa e quando você menos espera, você é acometido por ela e foi o que aconteceu comigo. O advogado voltou a criticar a decisão da Justiça de manter o julgamento mesmo após sua internação e afirmou que o júri poderia ter sido adiado sem prejuízo ao processo. — Eu sou líder, eu lidero toda essa banca defensiva, eu escolhi cada advogado, eu estou nesse caso há mais de quatro anos, eu conheço todos os casos periféricos — disse. Segundo ele, parte das testemunhas previstas para esta quinta-feira está ligada a processos paralelos que, de acordo com o criminalista, apenas ele acompanha diretamente. — Se eu tiver que dar a minha vida pela liberdade, eu vou estar lá hoje para isso. O advogado também afirmou que o julgamento poderia ter ocorrido semanas depois sem impacto prático, já que Jairinho permaneceria preso. — O que ia acontecer se esse júri acontecesse daqui um mês ou dois meses até eu já estar devidamente estabilizado? Jairinho já iria estar preso. Não ia prejudicar em nada um mês, dois meses, para quem já está esperando cinco anos. Fabiano ainda criticou a composição do Conselho de Sentença e alegou que os jurados já teriam criado proximidade com o Ministério Público ao longo dos últimos meses. O quarto dia do julgamento também deve ser marcado pelo depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada de Jairinho, que afirma ter sofrido agressões do então padrasto quando era criança. Hoje maior de idade, será a primeira vez que ela falará publicamente sobre o caso.