O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em dezembro de 2019 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Em negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro vai trazer mais informações do que a tratativa inicial, mas ainda será “light”, segundo apurou a coluna. O banqueiro sinalizou a pessoas de confiança que, mesmo com a negativa da Polícia Federal diante da primeira proposta que apresentou, ainda vai insistir em uma versão de “contenção de danos” de um acordo. Existe a expectativa em parte do entorno de Vorcaro que algumas informações adicionais já sejam suficientes para que a PGR feche a delação. Outra ala ligada a Vorcaro, que inclui familiares, no entanto, tem defendido que o banqueiro apresente uma proposta muito mais robusta, com detalhes de sua relação com personalidades de todas as esferas de poder. O banqueiro mostrou resistência em falar, sobretudo, daqueles que considera amigos próximos, como o senador e ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP-PI). A investigação da PF apontou o pagamento de uma mesada de R$ 500 mil para Nogueira, além de despesas de luxo em troca de uma atuação política para defender interesses do Banco Master. Hoje, o fator que mais tem pressionado o banqueiro é a possibilidade de voltar para a cela de passagem da Superintendência da PF de Brasília depois de ter tido o acordo rejeitado pela corporação. O espaço tinha a pior estrutura de todas as celas por onde Vorcaro passou até agora. Agora, ele está detido novamente na sala de Estado-Maior que ocupava antes.