Billie Eilish pediu que os fãs cantassem, gritassem e dançassem nas salas de cinema quando fossem ver o filme que registra sua última turnê, lançado no começo do mês. Eles obedeceram. A cantora de 24 anos usou o Instagram para mostrar seus admiradores aos pulos diante das telonas, com as câmeras dos celulares apontadas para cima, e os flashes ligados, ignorando a etiqueta tradicional do cinema.

Elish pediu desculpas pela bagunça, mas lembrou que esse comportamento se tornou comum desde que artistas passaram a exibir seus shows com frequência nas telonas. Ela disse isso em entrevista à rádio Capital FM na pré-estreia do filme "Billie Eilish - Hit Me Hard and Soft: The Tour", em Londres.

A cantora tem razão. Nos últimos três anos, produtores, grandes exibidoras, e executivos de Hollywood —inclusive cineastas do calibre de James Cameron, que quis dirigir o filme de Eilish em 3D—, se apressaram para abocanhar uma fatia do que se tornou o novo filão da indústria.

O movimento cresceu a partir do sucesso de dois filmes do tipo lançados em 2023. Primeiro, a gravação da megaturnê de Taylor Swift, a "The Eras Tour", que em novembro daquele ano lotou os cinemas e se tornou o filme-concerto mais rentável da história, com uma arrecadação de US$ 261,6 milhões.