Tricolor conta com o tropeço do Bolívar para operar milagre e ganhar confiança para as oitavas de final Canobbio e Luis Zubeldía comemoram classificação do Fluminense na Libertadores — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 02:25 Fluminense avança às oitavas da Libertadores com vitória heroica O Fluminense passou por momentos de tensão na fase de grupos da Libertadores, mas conseguiu uma classificação heroica para as oitavas de final. Dependendo de resultados de outros jogos, o Tricolor venceu o Deportivo La Guaira por 3 a 1 e contou com a derrota do Bolívar para o Independiente Rivadavia. O time superou dificuldades defensivas e, com destaque para Martinelli, garantiu a passagem em meio à euforia da torcida no Maracanã. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma classificação que dava todos os sinais de que seria sofrida — em certo momento desacreditada. Afinal, não depender de si na última rodada da fase de grupos da Libertadores estava longe de ser o cenário imaginado para o Fluminense, que, por méritos, se colocou entre as principais forças do futebol brasileiro nos últimos anos. Mas o tricolor conseguiu se classificar às oitavas de final. O time do então pressionado Luis Zubeldía venceu o Deportivo La Guaira-VEN por 3 a 1, ontem, no Maracanã, e contou com a derrota pelo mesmo placar do Bolívar-BOL para o Independiente Rivadavia-ARG na Bolívia. Apesar do “secador ligado” em Santa Cruz de la Sierra, o Flu precisava fazer sua parte. No início do jogo, teve o cenário perfeito: Savarino marcou de pênalti após César da Silva cortar com o braço o passe de Canobbio. Mas, como na vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, o sistema defensivo voltou a vacilar feio minutos depois de o time abrir o placar. Desta vez, Jemmes ficou completamente perdido ao levar um balão de Londoño, que teve o chute desviado por Freytes, mas a bola sobrou para o próprio atacante mandar para o fundo da rede. Diante de mais um apagão da defesa, que foi vazada em 15 dos últimos 17 jogos, a torcida se revoltou e passou a vaiar a dupla de zaga, que não parava de bater cabeça, principalmente com cortes errados. Martinelli, do Fluminense, contra o Deportivo La Guaira, pela Libertadores — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense Com Zubeldía pedindo calma em meio ao nervosismo da equipe, a pausa para a hidratação veio na hora certa. No reinício da partida, o Fluminense se encontrou novamente com a bola no chão. De volta após cerca de um mês fora por lesão na coxa esquerda, Martinelli deu o que faltou ao meio-campo nos últimos jogos: dinamismo. Após ótima troca de passes, o volante serviu Hércules, que colocou o tricolor na frente novamente ao infiltrar na área e chutar firme cruzado. Tensão e euforia Apesar da vantagem no placar, o Fluminense saiu para o intervalo sob um misto de aplausos e vaias da torcida, que, desta vez, foi ao delírio com o primeiro gol do Rivadavia, o que garantiria a classificação tricolor naquele momento. Diante da combinação de resultados a favor, o time poderia fazer da sorte um incentivo a mais para melhorar o próprio desempenho no segundo tempo. É verdade que tudo ficaria mais fácil se um pênalti claro fosse marcado em cima de Lucho Acosta, derrubado pelo adversário na área. Os jogadores do Flu até tentaram pressionar a arbitragem para rever o lance no VAR, mas de nada adiantou. Nesse meio-tempo, saiu o gol de empate do Bolívar, o que criou um clima de nervosismo no Maracanã. Mas Canobbio tranquilizou a torcida ao fazer o terceiro. Com o jogo controlado, os torcedores no Maracanã ficaram mais preocupados com o placar de Bolívar x Rivadavia. Já Zubeldía renovou o gás do time com Bernal e Serna nos lugares de Martinelli e Savarino, e depois Cano na vaga de John Kennedy. Após o apito final, jogadores e torcida ainda esperaram longos seis minutos e comemoraram os dois gols do Rivadavia nos acréscimos. Com o fim do jogo na Bolívia, o Maracanã explodiu em alto e bom som: “Chegou a hora de ganhar (mais uma) Libertadores”.
Análise: Fluminense sofre mais do que o esperado na fase de grupos da Libertadores, mas 'renasce' com classificação heroica
Tricolor conta com o tropeço do Bolívar para operar milagre e ganhar confiança para as oitavas de final
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