Apesar de ter sido publicado no domingo, não há confirmação de que o vídeo tenha sido gravado no dia do desaparecimento. As imagens mostram o piloto fazendo curvas para a esquerda e para a direita enquanto conduz a embarcação no mar. A Rede Vanguarda conversou com o instrutor náutico Ricardo Simões para analisar as imagens registradas antes do desaparecimento. LEIA TAMBÉM: Imagem mostra homem pilotando moto aquática antes de desaparecer no mar em Ilhabela, SP — Foto: Arquivo pessoal "Tive a impressão que ele fez a manobra só brincando para fazer literalmente um zig-zag ou ele tentou fazer a curva e não conseguiu. Essas duas visões que eu tenho desses segundos que a gente enxerga ali de manobrabilidade dele", avaliou o instrutor. O instrutor também apontou que, aparentemente, o colete salva-vidas usado pelo piloto não estava totalmente ajustado ao corpo. "O colete deve ser justo ao corpo, deve ser preso tanto com o zíper como com as tiras. Tem gente que às vezes não fecha a tira e a importância de ele estar bem justo ao corpo é porque quando você vai para a água a tendência é dele boiar. Então se ele já estava acima do corpo, na hora que ele afundasse, ia ficar até assim pressionando para sair do corpo dele. Então, nitidamente dá para ver ali que o colete ou estava mal colocado ou era maior do que ele", disse Ricardo. Segundo o especialista, um dos itens obrigatórios para pilotar a moto aquática é a chamada chave de segurança, que deve ficar presa ao colete salva-vidas por meio de um cordão na região da cintura. A função do equipamento é desligar automaticamente a moto aquática em caso de queda do piloto na água. "Eu dei um zoom, dei pausa e olhei várias vezes. No primeiro momento parece que ele não está com a chave, mas em algum momento a gente vê um fio preto, que é um cordãozinho todo enroladinho de plástico, que a gente chama de cordinha. Esse cordão de segurança, a princípio parece que estava preso ao colete e à embarcação", completou. Buscas por desaparecido em Ilhabela são retomadas Relembre o caso Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, ainda não foi localizado e as buscas continuam. — Foto: Arquivo pessoal Quem é Dheorge Segundo familiares, o homem se mudou para a cidade em busca de melhores oportunidades de trabalho e atuou durante anos como pizzaiolo em uma pizzaria da cidade. Atualmente, estava desempregado e procurava uma nova oportunidade de emprego. “Dela ter aparecido foi uma esperança grande pra gente, porque mostra que também existe chance de encontrarem ele vivo”, afirmou a mãe dele, Maria de Fátima Pereira Bernardino, de 49 anos. A família também fez um apelo para que as equipes não interrompam as buscas. Sem condições financeiras de viajar até Ilhabela, os parentes acompanham as atualizações à distância e dizem confiar no trabalho dos bombeiros. “Estamos na esperança de receber uma notícia boa. Nossa esperança agora é que continuem procurando e não desistam dele”, disse a mãe. Segundo o protocolo dos bombeiros, as buscas em casos de desaparecimento no mar costumam ser realizadas por até cinco dias consecutivos, período considerado crucial para as operações de resgate. Nesta quarta-feira (27), as equipes entraram no quarto dia de buscas por Dheorge. Mulher é encontrada com vida após 42h à deriva em Ilhabela Moto aquática usada por dupla que desapareceu é encontrada à deriva em alto-mar em Ilhabela; buscas por vítimas continuam — Foto: Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
VÍDEO mostra homem pilotando moto aquática antes de desaparecer no mar | G1
Desaparecido em Ilhabela, Dheorge Pereira Bernardino postou vídeo pilotando moto aquática no dia do sumiço; buscas continuam no Litoral Norte de SP.













