Daniele Klettle, extremista de esquerda que se escondeu por décadas em uma comunidade brasileira em Berlim, foi condenada nesta quarta-feira (27) a 13 anos de prisão pelo Tribunal Regional de Verden, no norte da Alemanha. A pena se refere a seis acusações de roubo qualificado, extorsão e outros crimes, cometidos de 1999 a 2016.

Klettle, hoje com 67 anos, nega a participação no assalto a um carro-forte em Cremlingen, no estado da Baixa Saxônia, peça principal da acusação. Em uma operação violenta, com tiros disparados contra seguranças da empresa de valores, € 1,3 milhão (R$ 7,57 milhões) foram levados. Não houve vítimas, mas um dos seguranças, com crise de ansiedade, morreu mais tarde em um hospital psiquiátrico.

Os advogados de defesa contestam a versão, afirmando que o julgamento tinha motivações políticas. Klette, identificada pelas autoridades como ex-integrante do grupo terrorista Facção Exército Vermelho (RAF, na sigla em alemão), passou décadas foragida. Os roubos mais recentes, segundo a Promotoria, foram realizados para custear a clandestinidade.

Outros dois ex-integrantes da RAF acusados de participarem dos assaltos, Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub, continuam na lista de procurados da polícia alemã.