Por quase dez anos, um piloto aposentado da Força Aérea cubana, o tenente-coronel Luis Raúl González-Pardo, 65, viajou entre Cuba e a Flórida, entrando nos Estados Unidos sem revelar seu histórico militar e passando despercebido.
Isso durou até sua prisão em novembro, quando foi acusado de não mencionar nos formulários de imigração dos EUA que havia sido membro da aviação militar cubana por quase 30 anos.
González-Pardo se declarou culpado em janeiro das acusações de fraude imigratória e aguarda ser sentenciado em 28 de maio no Tribunal Federal de Jacksonville, Flórida. Ele está preso preventivamente e pode receber uma pena máxima de 10 anos.
Na última quarta-feira (20), González-Pardo enfrentou acusações ainda mais graves quando foi incluído como réu em uma denúncia federal contra o ex-líder cubano Raúl Castro e outros quatro membros da Força Aérea cubana.
Todos são acusados de conspiração para cometer assassinato em um caso envolvendo a morte de três americanos e um residente dos EUA, todos de ascendência cubana, que eram membros do Irmãos ao Resgate, um grupo de pilotos que vasculhava os mares em busca de balseiros fugindo de Cuba.








