O final parece resumir o espírito do espectáculo do intervalo do Super Bowl. Bad Bunny canta o “hino” Debí Tirar Más Fotos e segue em frente rodeado por um grupo de bailarinos que carregam bandeiras de vários países. “Deus abençoe a América”, diz o cantor, que começa a enumerar todos os países que formam o continente, do Chile ao Canadá, terminando, claro, com a sua ilha, Porto Rico. E encerra a noite com um touchdown feito com uma bola onde se lê “Juntos somos a América”. Eis cinco histórias da performance de Bad Bunny.“A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”A frase foi dita por Bad Bunny no discurso político que fez nos Grammys e voltou a ser exibida no ecrã do estádio, em São Francisco, na final da Liga de futebol americano (NFL). “Ainda estamos aqui”, declarou Bad Bunny no final de performance. Fez história ao tornar-se o primeiro músico a cantar totalmente em espanhol num Super Bowl e não disse uma única frase em inglês durante todo o espectáculo de 13 minutos.A opção não agradou a Donald Trump que reagiu na Truth Social (a sua rede social) logo após o espectáculo, classificando a actuação como “uma afronta à grandeza da América” e “absolutamente terrível”. O Presidente dos EUA queixou-se e apontou o dedo à imprensa que estava a elogiar a actuação de Bad Bunny: “Ninguém entende uma palavra do que este tipo está a dizer, e a dança é repugnante, especialmente para crianças que estão a assistir nos Estados Unidos e em todo o mundo.”Todavia, não houve qualquer mensagem política directa no espectáculo, que foi mais uma carta de amor a Porto Rico do que um ataque às políticas de Donald Trump. A começar pelo cenário que recriava a ilha, que é um território não incorporado dos EUA, desde os campos de cana-de-açúcar, passando por cenários como um bar (onde La Toñita, uma lenda da vida nocturna nova-iorquina lhe serviu uma bebida), um salão de estética ou os postes de electricidade — o que pareceu ser uma homenagem às vítimas do furacão Maria, em 2017, que destruiu as infra-estruturas da ilha.
Da mensagem de união ao casamento, passando pela Zara: 5 histórias de Bad Bunny no Super Bowl
A performance do cantor porto-riquenho no Super Bowl esteve repleta de simbolismo e foi uma carta de amor a Porto Rico, mas também a toda a América. Estas são cinco coisas a saber.











